Niceas Romeo Zanchett

Catarinense. Reside no Rio de Janeiro, desde 1972. Foi diretor da famosa galeria de arte Montmartre. Artista plástico - pintor e escultor -, e construtor de casas ecologicamente corretas. Pesquisador da sexualidade humana. Procura desenvolver um trabalho no sentido de desmistificar o sexo e acabar com preconceitos e tabus absurdos.

Quando não há mais desejo...

A qualidade de vida das pessoas pode ser medida pela atividade sexual. Mas, mesmo assim, são inúmeros as que têm rotina de vida normal e só conhecem ou experimentam as delícias do amor sexual nas telas de TV e cinema.
Teoricamente não é possível alguém não gostar de sexo, pois se trata do maior prazer físico que o ser humano pode experimentar. Entretanto, algumas pessoas passam a vida toda sem sentir o menor desejo sexual.  Muitas, que já tiveram vida sexual ativa, hoje engrossam as fileiras dos "sem sexo". Os obstáculos são muitos, mas a maioria, que tem parceiro fixo e não sente desejo, alega que é falta de prazer durante a relação.
As pesquisas indicam que os que mais admitem problemas são as mulheres jovens e os homens mais velhos. Elas geralmente tem de enfrentar a ansiedade decorrente da pouca experiência. A tensão pode levar dor à relação sexual. Forma-se então um círculo vicioso. O sexo não prazeroso acaba em inapetência. Já os senhores entre 50 e 70 anos vivem uma angustia três vezes maior que os rapazes de 18 a 30 anos, resultante da dificuldade de conseguir e manter uma ereção.
Os rapazes tem dificuldade pela inexperiência e os senhores pelo medo da impotência. Mesmo depois que surgiram as pílulas milagrosas para ereção, poucos podem usá-las com segurança.
Com o passar dos anos e chegada de doenças típicas da velhice, aliadas a hábitos pouco saudáveis, - uso indiscriminado de medicamentos, tabaco, bebida alcoólica, má alimentação e vida sedentária-, fazem o vigor físico diminuir. A culpa também pode recair no stress, traumas com experiências sexuais mal sucedidas do passado, doenças sexualmente transmissíveis "DST", ejaculação precoce, orgasmos inatingíveis, ansiedade na hora do sexo, etc. Na verdade essas pessoas não rejeitam o ato sexual em si, mas tem problemas e dificuldades de excitação e daí, aos poucos, vão se habituando a uma vida sem sexo e o desejo desaparece.
Por outro lado, o homem ou a mulher que está sozinho, em nossos dias, com  tantas doenças sexuais rondando por aí, sentem medo da contaminação e descartam as oportunidades que encontram.
O sexo bom e prazeroso não acontece quando vem acompanhado de medos. O homem de nosso tempo aprendeu gostar de sexo oral, mas esta modalidade é uma das mais difíceis de ser praticada pelas dificuldades de proteger-se. A camisinha pode proteger o pênis, mas a boca também é uma entrada de bactérias que podem ser perigosas. Portanto é preciso que haja confiança absoluta entre os parceiros para certas praticas sexuais. E aí o sexo vai se tornando cada dia mais escasso até cessar definitivamente.
Para praticar um bom sexo é preciso, acima de tudo ter boa saúde. Quando a circulação sanguínea está dificultada por algum problema de saúde o sangue não circula direito, tanto para irrigar o cérebro como para tornar possível uma ereção.
Nicéas Romeo Zanchett

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