Brasil quebra mais um recorde... 1,6 milhão de casos de dengue

O ano de 2015, além das inúmeras crises e dos incontáveis casos de corrupção, protagonizou um melancólico recorde para o Brasil: 1,6 milhão de casos notificados de dengue, uma das piores epidemias da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Este é o maior número de casos de dengue já registrado em um só ano desde o início da série histórica, em 1990. Antes, a maior epidemia registrada da doença havia ocorrido em 2013, quando o país teve 1,4 milhão de casos notificados após atendimento e diagnóstico clínico por profissionais de saúde.

Já em relação a 2014, o aumento é de 180% - naquele ano, o Brasil teve 586 mil casos de dengue.

Pelo menos 22 estados brasileiros tiveram aumento de casos da doença no último ano em comparação a 2014. A maior incidência de dengue foi registrada em Goiás, onde houve cerca de 2.500 casos a cada 100 mil habitantes.

Já os únicos Estados a registrarem queda foram o Piauí, Amazonas, Roraima e Acre, além do Distrito Federal.

Além do maior número de casos, o Brasil também teve recorde no número de mortes em decorrência da doença em 2015. Ao todo, foram 863 óbitos.

Até então, o maior número de mortes ligadas à dengue havia sido registrado em 2013, quando houve 674 casos, todos relacionados a complicações da doença.

Alguns dos principais sintomas da dengue são febre, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, perda de apetite, náuseas e vômitos, cansaço e dores no corpo. A orientação é que pessoas com esses sintomas procurem os postos de saúde.

Além da dengue, outras duas doenças transmitidas pelo mesmo vetor tiveram aumento no país em 2015. São elas: a febre chikungunya e zika.

Ao todo, foram registrados 20.661 casos de febre chikungunya em todo o ano passado. Deste total, 7.823 casos foram confirmados e 10.420 estão em investigação, segundo o Ministério da Saúde.

Já a infecção pelo vírus zika não tem dados contabilizados no país, o que leva pesquisadores a desconfiar que parte dos casos de dengue registrados em 2015 tenha sido de infecções pelo vírus zika. Pesa para essa análise o fato de que ambas têm alguns sintomas parecidos, incluindo manchas vermelhas no corpo e coceira.

O governo adota como parâmetro para verificar o avanço do vírus zika o aumento no número de Estados com pacientes com casos confirmados após exames laboratoriais.

Identificado em maio, o vírus zika já tem circulação confirmada em 20 Estados e no Distrito Federal.

Desde outubro, o vírus também vêm sendo investigado como possível agente propulsor de um avanço de casos de recém-nascidos com microcefalia no país. Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última semana aponta 3.530 casos suspeitos da má-formação no cérebro dos bebês, distribuídos em 724 municípios de 20 Estados e do DF.

da Redação

Fonte: Folha de São Paulo

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