Matheus Dal'Pizzol

Opiniões descompromissadas.

Governo americano usou Marcelo Tas para influenciar população brasileira

Email vazado mostra detalhes da ação de oficiais do governo americano para utilizar o brasileiro como validador e disseminador de propaganda

Em email vazado pelo site Wiki Leaks, Alec Roos, Conselheiro Sênior de Inovação da Secretaria de Estado dos Estados Unidos, durante o exercício de Hillary Clinton, informa o diplomata Thomas A. Shannon sobre como utilizou o humorista brasileiro Marcelo Tas para a disseminação de informações capazes de influenciar a opinião pública em favor da agenda política de Barack Obama.

Segue a tradução na íntegra:

Tom,
Um pequeno detalhe que eu acredito que você achará interessante; você me ouviu falar sobre como devemos cultivar “influenciadores de mídias sociais” com o propósito de validação e amplificação da nossa mensagem.

A embaixada de Brasília marcou um café para mim e Marcelo Tas durante a minha rápida viagem ao Brasil em abril. Visita muito positiva. Essa manhã eu publiquei um conteúdo relacionado à Síria no Twitter. Tas pegou isso, fez uma tradução para o português e então disseminou para seus quase 2 milhões de seguidores no Twitter. Depois, isso ricocheteou pelos círculos de mídia social no Brasil, onde acabou sendo amplificado para literalmente milhões e milhões de pessoas no Brasil (talvez mais de 10 milhões) que leram o conteúdo que nós publicamos.

Mais importante: eles não pensam nisso como algo publicado pelo governo dos Estados Unidos, mas sim pelo Marcelo Tas. Ao traduzir e disseminar o conteúdo por conta própria, ele se torna o publicador e o validador.

É uma coisa pequena, mas uma coisa boa; um exemplo de como usar “redes de contatos” para amplificação e validação locais.
Alec.

A importância desse email é inimaginável. Primeiro porque torna atual e sério um debate que há muito é ignorado e fadado à acusações de conspiracionismo lunático. Fica claro o aparelhamento do Estado norte-americano por agentes ideológicos com o propósito de direcionar a opinião internacional ao encontro dos interesses de um partido.
Em segundo lugar, fica claro que não é preciso ser filiado ou abertamente membro de uma organização para servir aos seus interesses. Essa é a turma dos idiotas úteis. A turma dos que são usados enquanto se acham os inteligentões e acusam os demais de alienados.
Aí está: Marcelo Tas. Mais um para a turma dos idiotas úteis.

Matheus Dal'Pizzol

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