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Confronto - revelando a rudeza humana

Revelando a rudeza humana

Por João Henrique de Miranda Sá


Vivemos um tempo em que a velocidade da informação determina transformações profundas, em todos os aspectos da vida e do cotidiano humano.

A globalização trouxe de arrasto sem número de fenômenos nos setores da indústria, do comércio e serviços, que podem ser classificados verdadeira revolução.

A evolução da tecnologia e da informática deu origem à WEB – Word Wide Web, sigla cujo significado podemos traduzir para Rede Global, a internet. Recurso cuja pretensão seria aproximar as pessoas, empresas, e Estados, e principalmente derrubar fronteiras; o que de fato ocorreu.

O que observo, passadas algumas décadas, é que a internet aproxima sim, pessoas e instituições que estão localizadas distantes, geograficamente, umas das outras. Curiosamente, a mesma ferramenta distancia cada vez mais as pessoas e instituições, quanto mais próximas umas das outras, geograficamente, ainda.

Já estamos num momento em que a tecnologia que dá acesso à WEB e seus infinitos recursos, torna-se cada vez mais barata, a inclusão digital é fruto deste fato.

Muita gente não se dá conta da amplitude e gigantismo do significado do termo “Acesso”.

Ainda não se deram conta de que ao acessar a WEB as possibilidades são imensuráveis. Ainda sem perceber, o internauta segue navegando livremente e acessando “ambientes” em que encontra alimento aos seus mais variados interesses.

Sabemos que além de fonte praticamente ilimitada de informação, a WEB é também canal de emissão de opinião e juízos, de conteúdo nos mais variados formatos.

Qualquer pessoa hoje publica as suas opiniões acerca de qualquer assunto, inclusive aqueles com os quais não tem afinidade, muito menos familiaridade alguma. Este fato determina a qualidade de informações disponíveis na rede. Há sim, infinidade de informações valiosas “a um clic de você”... em meio a um mar de chorume produzido e disponibilizado por qualquer maluco.

Muito bem. Chegamos ao ponto.

As pessoas (me incluo prontamente) ainda engatinham no exercício do debate. Grande maioria das pessoas incendeiam e transformam debates em embates, conversas em disputas, controvérsia em polêmica, opinião em pretensa verdade absoluta... confundimos comentário desnecessário e contraproducente com “crítica”, mistura-se instituições e cidadãos que dela se ocupam.

Fica claro em qualquer chat ou mesmo nos comentários de algumas publicações, a impressão de que retrocedemos com o tempo. Hoje, num debate, a postura que se revela com muita rapidez é a belicosa. Não se busca entendimento pela conciliação, mas travam-se disputas via embate e confronto.

Parece que gostamos mesmo é de descer a lenha no nosso interlocutor. Nos apraz a sensação de que haver “vencido” fulano pois meu argumento (ou acusação, ou ironia, ou deboche) deixou-o “sem resposta. Não é por aí.

Adianto que mais que qualquer outra coisa, este artigo é fruto de auto-observação, autocrítica e de um desejo imenso de melhorar. Convido a todos pra essa empreita.

Por mundo melhor.

 

João Henrique de Miranda Sá é jornalista e redator, escritor e poeta

67.98126-4663