Pio Barbosa

Articulista. Consultor legislativo da Assembleia Legislativa do Ceará

AIDS no Brasil e no mundo

A principal característica da moléstia era a sua grande multiplicação viral

Desde que surgiu no mundo detectada no final da década de 1970, a AIDS se configurou rapidamente como uma das maiores ameaças à saúde pública no século XX. 

Tem-se ainda relatos de casos de mortes ocorridas na década de 1960 e 1970, onde as causas eram ditas como estranhas, quando se verificava que seriam doenças inofensivas aos indivíduos que não apresentam deficiência do sistema imunológico.

Esta epidemia trouxe um aumento significativo nas taxas de mortalidade, tornando-se uma das principais causas de morte nos grupos etários de 20 a 40 anos.

A grande capacidade de contágio, a elevada taxa de mortalidade e um quadro clínico arrasador fizeram desse mal um dos mais graves problemas sanitários e sociais que o homem moderno tem a enfrentar. 

A AIDS (sigla de acquired immune deficiency syndrome, ou síndrome da imunodeficiência adquirida) é provocada por uma infecção virótica que danifica o sistema imunológico humano. Em consequência, todo o organismo fica exposto a outras infecções, como pneumonia, tuberculose, diarréia etc... 

A AIDS foi detectada no início da década de 80, pelos pesquisadores do Center of Disease and Prevention Control (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, quando foram notificados os primeiros casos de pneumonia e de câncer raros, em homossexuais masculinos. A mesma doença foi observada em usuários de drogas injetáveis. Os médicos suspeitavam que se tratava de uma nova doença não classificada e altamente transmissível.

A principal característica da moléstia era a sua grande multiplicação viral, o que levava à diminuição progressiva dos linfócitos (células CD4). Os casos da doença foram notificados também na Europa e na África, e posteriormente em todo o mundo.

A doença tem três fases distintas. Os primeiros registros nos dizem que no início da década de 80, as infecções ocorriam exclusivamente em homens homo e bissexuais, com elevada escolaridade.

Na segunda fase, de 1987 a 1991, houve um significativo aumento do contágio via transmissão sanguínea, principalmente entre os usuários de drogas injetáveis.

Nessa etapa a doença, já com características de epidemia, passou a atingir também pessoas com baixa escolaridade, iniciando-se o processo de pauperização da doença. A partir de 1992 até os nossos dias, iniciou-se a terceira fase caracterizada pela transmissão entre heterossexuais e o aumento de casos no meio feminino e da transmissão materno infantil.

Segundo a Unaids, em 1980, havia 200 mil infectados. Mas no meio da década, este número saltou para três milhões de pessoas e no final dos anos 80, a cifra já era de oito milhões.

A infecção inicial é provocada pela contaminação direta do sangue por fluidos corpóreos que contenham o retrovírus HIV (sigla inglesa de "vírus da imunodeficiência humana"). Os retrovírus se reproduzem com a ajuda de uma enzima chamada transcriptase, que torna o vírus capaz de copiar (transcrever) suas informações genéticas em uma forma que possa ser integrada no próprio código genético da célula hospedeira. Assim, cada vez que a célula hospedeira se divide, produzem-se também cópias do vírus, cada uma das quais contém o código virótico. 

Os primeiros casos de AIDS foram identificados nos Estados Unidos, nas cidades de Los Ângeles e Nova Iorque. 

A AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) foi reconhecida em meados de 1981 nos Estados Unidos, a partir da identificação de números elevados de pacientes adultos do sexo masculino, homossexuais e moradores de São Francisco ou Nova Iork, que apresentavam sarcoma de Kaposi, pneumonia e comprometimento do sistema imunológico. 

Estes fatos demonstravam que se tratava de uma doença ainda não classificada, provavelmente infecciosa e transmissível.

Constatou-se, nessas duas cidades, que algumas pessoas estavam sendo afetadas por um tipo raro de pneumonia (pneumocistys carinii), enquanto outras estavam desenvolvendo Sarkoma de Kaposi, um tipo de câncer, também muito raro, mais comum em pessoas com idade muito avançada. 

Atônitos diante de uma doença desconhecida que enfraquecia o organismo humano deixando-o extremamente debilitado, os cientistas americanos deram a ela a denominação de Aquired Imuno Deficience Sindrome, que passou a ser mundialmente conhecida pela sigla AIDS. Introduzida na língua portuguesa, a AIDS ficou assim nomeada, significando Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, sendo a sigla SIDA, também usual em nosso meio.

Pio Barbosa Neto

Professor, escritor, poeta, roteirista

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