Advogado de assassinos de ambulante em SP ensaia tese de Legítima Defesa

Contra tudo e contra todos, contra as próprias imagens reproduzidas exaustivamente durante os últimos dias, o advogado Marcolino Nunes Pinho já admitiu em entrevista qual será a tese adotada pela defesa: Legítima Defesa.

Segundo Marcolino, os seus clientes (Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Nascimento Martins) partiram para a briga porque um deles teve o celular roubado por um grupo de pessoas, entre elas uma travesti.

‘O senhor Luiz Ruas foi tentar ajudar os travestis, que ele conhecia, e deu uma garrafada na cabeça do Alípio. Aí, [Alípio] ficou nervoso porque tomou a garrafada e foi para cima dele’, disse o nobre causídico.

A tese da defesa já nasceu derrotada. Aliás, defender tal covardia me parece um ato de extrema coragem. A situação parece indefensável.

De qualquer forma, fica claro que o primeiro objetivo é se livrar da acusação de homofobia.

Pena que o ilustre advogado não tenha tido tempo hábil de combinar sua linha de defesa com os dois covardes.

Ricardo Nascimento Martins, o primeiro a ser preso, entregou tudo de bandeja. Disse que nada justifica o que fez, mas que estava ‘muito encachaçado’ na hora do ataque.

‘Estou arrependido. Também não sou uma má pessoa. E o senhor (o vendedor ambulante assassinado) que estava lá trabalhando também não era, era um cidadão de bem’, disse o rapaz. Não cogitou qualquer agressão do ambulante.

Parece óbvio que o advogado criou a tal garrafada. É a velha tática de tentar criminalizar a vítima, já assimilada pelo meliante na delegacia, após conversar com o tal Marcolino.

As imagens e a própria declaração do autor são claras e não deixam dúvidas. Foi um crime covarde, insano, imotivado e digno de homofóbicos.

Que o ‘doutor’, com o perdão da expressão, enfie essa garrafa em outro lugar.

Amanda Acosta

[email protected]

Comentários

Mais em Policia

loading...