Por não aceitar divisão da herança, mandou matar a família da irmã adotada. É a linha da investigação

O inventário do pai de Soraya Gonçalves de Resende já perdurava por 20 longos anos.

Casada com o advogado Wagner Salgado, ele próprio atuava no processo e lutava pelos direitos da esposa na herança.

Tido como uma figura do bem, diretor da seccional da OAB, o crime bárbaro surpreendeu a todos.

Wagner, Soraya e a filha do casal, Geovanna, de 10 anos, foram assassinados a tiros, dentro de casa, na última sexta-feira (17).
O próprio presidente da OAB do Rio de Janeiro, Felipe Santa Cruz, publicou a seguinte nota: ‘Acabo de receber a estarrecedora notícia do assassinato do diretor da subseção de São Gonçalo e sua família. Já estou em contato com o secretário de segurança para pedir atenção total na investigação do crime bárbaro. A Ordem se solidariza com a advocacia local na pessoa de seu presidente Eliano Enzo. Não vamos descansar enquanto esse crime não for esclarecido’.

No enterro, um fato curioso, nenhum parente de Soraya compareceu. Na disputa da herança, todos contra a moça adotada.

O dinheiro fez o ódio sobrepor a tudo. A principal suspeita, a irmã Simone Gonçalves Resende, certa feita fez um comentário no perfil de Soraya que demonstra bem a situação.

Abaixo de uma foto da irmã ao lado do falecido pai, ela escreveu: ‘Vagabunda. Agora que está morto coloca foto com mensagem que um dia vai se encontrar!! Toma vergonha na cara e conta da sua mãe que você trata como uma cachorra: Você nunca trabalhou e nem sabe o que é isso. Tinha que dar muito valor a quem te criou porque quem te pariu nem na sua cara quis olhar. Cuida enquanto está viva porque depois que morrer você não vai postar fotinha arrependida. Já passou da hora de você tomar vergonha na cara e sair das costas dela. Fica a dica’. Tal fato valeu um boletim de ocorrência de Soraya contra Simone.

Por outro lado, em 2014, na disputa pela herança, Soraya requereu na Justiça uma prestação de contas do inventário.

O clima era tenso e a situação de Simone é complicada. O seu celular foi apreendido e a polícia já detectou que foram apagadas uma série de mensagens suspeitas, realizadas no dia do crime.

A recuperação das mensagens pode elucidar o caso.

da Redação

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