Eduardo Affonso

É arquiteto no Rio de Janeiro.

O Brasil, nossa seleção, o Dunga, a Dilma, o Tite e Michel Temer

Viram o 3 x 0 no Paraguai?

O 4 x 1 no Uruguai?

O 2 x 0 no Peru?

O 3 x 0 na Argentina?

O 5 x 0 na Bolívia?

O 2 x 1 na Colômbia?

O 3 x 0 no Equador?

Quem mudou? 

O Paraguai, o Uruguai, o Peru, a Argentina, a Bolívia, a Colômbia, o Equador... ou o Brasil?

Com Dunga no comando, não iríamos a lugar nenhum - nem com Neymar jogando tudo que sabe, o time adversário se empanturrando de Friboi na véspera do jogo ou o juiz fazendo a nosso favor o que fez pelo Vasco contra o Flamengo no domingo (26).

Tínhamos jogadores, talento, ‘norráu’, garra, tradição.

Mas com aquele técnico, a bola era quadrada, a grama era um campo minado.

Sem Dunga, ainda não ganhamos a Copa de 2018, mas já estamos a caminho da Rússia.

Como jogador, Dunga ‘nunca passou de um Caçapava com ABS e vidro elétrico’ (Renato Maurício Prado dixit).

Como técnico, daria um esforçado gandula do Íbis.

Dunga era a Dilma da seleção.

Dilma era o Dunga do Brasil.

Uma Kombi morro acima com o freio de mão puxado.

Uma novela da Glória Perez com 150 personagens (e o Eri Johnson de protagonista).

Uma picanha bem passada feita com carne de soja.

Temer não é nenhum Tite, mas é o que tem pra hoje.

Tem o rabo preso, a perna curta, as mãos sujas, o olho maior que a barriga, é um bunda mole e não se cansa de dar tiro no pé – mas com ele o jogo anda.

Virou o 7 x 1 sem precisar cavar pênalti (não foi golpe!).

Deve perder o mandato, rebaixado junto com a falecida, pelo antijogo da campanha de 2014.

Logo agora que fizemos as pazes com a grama, a bola e boa parte da torcida – e podemos sonhar em como seria se Roberto Carlos nunca tivesse se abaixado para amarrar a chuteira, Branco não tivesse tomado aquela água batizada na Argentina, Neymar tivesse driblado a joelhada do Zúñiga, a Chapecoense tivesse chegado atrasada e pegado outro voo.

Mas bola pra frente.

Há a grande chance de o Congresso – se os foratêmer vencerem – escolher um Felipão da vida para técnico tampão.

Resta torcer para que seja o Felipão de 2002, não o de 2014.

Eduardo Affonso

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