Única conselheira ilesa no TCE-RJ assume, ‘arruma’ suplentes e retoma os trabalhos

A conselheira Marianna Montebello Willeman, única que não foi contaminada pela corrupção que tomou conta do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ), assumiu a direção da Corte e deverá comandar nesta terça-feira (4) a primeira sessão após a prisão de todos os demais integrantes do órgão.

No exercício interino da direção do tribunal, ela, contrariando as normas da casa, convocou os auditores substitutos de conselheiros, Marcelo Verdini Maia e Andrea Siqueira Martins, para composição do plenário. Com isso, haverá sessão plenária nesta terça-feira (4).

O auditor substituto Rodrigo Melo do Nascimento, que já vinha participando das sessões, completa o quórum mínimo previsto.

Na realidade, de acordo com as regras do TCE, apenas um conselheiro pode ser substituído em sessão, entretanto, diante da situação inusitada, para que a Corte não paralise os serviços, um parecer da Procuradoria-Geral do Tribunal de Contas de Estado entendeu que torna-se antijurídica a aplicação da exigência. Assim, amparada nesse parecer, a conselheira Marianna Willeman, fez a convocação dos auditores e obteve quórum mínimo para dar continuidade aos trabalhos.

Estão presos os conselheiros Aloysio Neves, presidente do TCE; Domingos Brazão, vice-presidente; José Gomes Graciosa; Marco Antônio Alencar, filho do ex-governador Marcelo Alencar, morto em 2014; e José Maurício Nolasco. Todos eles ingressaram no tribunal através de negociações e negociatas políticas.

Amanda Acosta

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da Redação

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