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Defesa de Lula é o espelho do réu: picaretagem, imoralidade e 87 testemunhas para retardar o processo



Certas coisas nem precisam estar na letra da lei, podem ser percebidas por qualquer pessoa com o mínimo de sensatez.

Numa das ações contra o réu Luiz Inácio Lula da Silva, sua defesa arrolou 87 pessoas como testemunhas.

Um absurdo, que demonstra com clareza que a intenção dos trêfegos advogados petistas é de tão somente conturbar o processo.

Qualquer um enxerga isto, basta, como dito, um mínimo de sensatez. Tem coisas que são questões de princípios. O batalhão de 'testemunhas' é imoral e não é racional, nem razoável. É contraproducente e absolutamente improdutivo.

Ademais, numa outra ação contra o mesmo réu, os mesmos advogados desistiram do depoimento de várias destas testemunhas, algumas, inclusive, no momento da audiência. Ou seja, mobilizaram o sistema do Judiciário para intimar e fazer comparecer as testemunhas e no momento do depoimento, simplesmente desistiram de ouvi-las.

Outras testemunhas arroladas são de caráter eminentemente abonatório – para dizer que conhecem Lula, que se trata de uma boa pessoa, etc. – sem conhecimento específico dos fatos objeto da acusação. Algumas já depuseram em outros casos. Bastaria que a defesa de Lula pedisse a juntada aos autos desses depoimentos prestados em outros processos.

Todavia, como a intenção é conturbar, Zanin, Teixeira e Batochio classificam como absolutamente necessária a oitiva das 87 pessoas arroladas.

O juiz Sérgio Moro, em mais um brilhante despacho, fez ponderações demonstrando com sutileza que tudo não passa de ato protelatório da defesa do réu e exigiu que Lula esteja presente durante as audiências de oitiva de todas as 87 testemunhas.

Se as testemunhas são tão importantes assim, como diz a defesa, imprescindível a presença do criminoso.

Elementar!

Otto Dantas

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