Jorge Hori

Articulista

A crise no mercado de luxo, outrora regado com o dinheiro da corrupção

O comércio em geral vem apresentando melhoras. Os índices globais do comércio varejista indicam melhora.  Em São Paulo, o comércio de rua estava cheio às vésperas do dia dos namorados. Em contrapartida, os shoppings de luxo, vazios.

O comércio de luxo ainda está em crise, com perspectivas de piora.

O comércio de luxo tem sido movimentado e dinamizado por dois fatores, ora em decadência.

O primeiro é a corrupção. Grande parte dos valores da corrupção, quando dirigida a benefícios pessoais, é gasta no comércio de luxo. Ou era.

O segundo fator é que a maioria dos ricos que gastam, eles próprios ou seus familiares, no mercado de luxo, são rentistas, que usam o rendimento das suas aplicações.

Esse rendimento caiu muito, com a redução da taxa de juros.  A renda disponível para gastos, vem caindo, com perspectivas de continuar caindo.

Para eles e para o mercado de luxo, as notícias de que o Banco Central vai continuar reduzindo as taxas, até mantendo corte de 1% a cada sessão, são péssimas.

O mercado brasileiro de luxo vai ter que se reinventar, depois da Lava-Jato e de Ilan Goldfajn.

Jorge Hori

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