Após exigir ser ouvido em Curitiba, Lula tenta suspender depoimento e Moro nega

O juiz Sérgio Moro, há poucos dias, emitiu um despacho propondo que na ação penal em que Lula é acusado de receber 12 milhões de reais em propinas da Odebrecht, na compra de um terreno em São Paulo, que serviria para sede do Instituto Lula, e de um apartamento no prédio em que o mora, em São Bernardo do Campo, a oitiva do réu fosse realizada através de videoconferência, sem a necessidade do deslocamento do ex-presidente até Curitiba.

O juiz esclareceu que desta forma, gastos desnecessários seriam evitados, como a dispendiosa estrutura com segurança.

Foi tão somente uma sugestão do magistrado, que obteve a imediata discordância da defesa de Lula, que argumentou que a presença física do réu era um direito constitucional e ele não abriria mão.

Diante do impasse, Moro marcou o dia 13 de setembro para a oitiva do petista, que deverá novamente comparecer perante o magistrado, na ‘República de Curitiba'.

Eis que esta semana, os saltitantes advogados do sr. Luiz Inácio protocolaram um novo petitório, requerendo a suspensão do interrogatório, sob a argumentação de que o Ministério Público havia juntado novos documentos e que, pasmem, precisariam de mais tempo para chamar as testemunhas novamente para serem interrogadas sobre o material específico.

Não é piada. É mais um absurdo jurídico respaldado pela atuação aética e desrespeitosa dos causídicos petistas.

Moro, como sempre, foi rápido e cirúrgico:

‘O pleito da defesa de suspensão dos interrogatórios carece de qualquer base legal, motivo também pelo qual deve ser indeferido’.

Lula dia 13 sentará novamente no banco dos réus.

Otto Dantas

Articulista e Repórter
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