Guilherme Rasador

Guilherme Rasador é acadêmico de Relações Internacionais.

Esquerdismo: do ressentimento à degeneração das funções racionais

A maneira de pensar dos movimentos de esquerda vincula um raciocínio extremamente deficitário. Através do ressentimento, que prevê que para todo o sucesso existe um fracasso, os marxistas interpretam a vida econômica do capitalismo como o eterno embate entre ganhadores e perdedores; oprimidos e opressores. Esta equação de soma zero, na qual para toda pobreza existe alguém que de maneira inversamente proporcional é rico, ignora completamente o modelo da economia de mercado, em que cada um é responsável por si próprio, ou seja, uma economia regida pela equação do soma-mais.

A esquerda, ávida por justiça social, concebe o montante econômico como largas fatias de um bolo, das quais os indivíduos ricos, perversos por natureza, pegam as maiores fatias com medo de ficar sem, sempre agindo com avareza, desejando tudo para si. Esta concepção demonstra uma profunda ignorância do próprio modelo de funcionamento capitalista.

Para compreendê-lo, primeiro é preciso saber que a economia de uma nação não consiste em um valor absoluto e limitado. Ela é a constante expansão. Ela constantemente agrega. O fato de alguém dispor de grandes quantidades de capital, não implica que ele é a causa social da pobreza. Se este indivíduo rico não o fosse, isto não alteraria a condição daquele que é pobre, porque não aconteceria uma distribuição de capital, mas sua destruição. Quem enriqueceu, foi porque no somatório geral da economia, agregou valor novo, não porque absorveu uma parcela maior. Cada um de nós é responsável pelo valor que produz.

Nesse sentido, esquerdismo é inveja. Pura e simplesmente ódio do melhor por ser melhor.

Através da propagação de mentiras, da manipulação na desinformação, o ideal esquerdista vai para a rua e, na perversão de sua própria insipiência, de seu ódio contra o bom por ser bom, protesta pela condição social do mais pobre, classe esta que os movimentos de esquerda dizem representar. Ignorando o fator social do trabalho, a esquerda não produz nada.

Em um sistema capitalista, no qual todos nós produzimos riquezas, o mau-caráter esquerdista exige que alguém produza a sua riqueza, e constantemente tenta extorquir daquele que, com sucesso, é capaz de produzir mais.

Contudo, o verdadeiro trabalhador brasileiro, este não apoia a ânsia destruidora da esquerda, porque sabe que sua vida só irá melhorar através do trabalho, do mesmo modo que sabe que se a empresa onde trabalha vai bem, ele também vai bem.

Como disse Margaret Thatcher, o socialista preferiria “que os pobres fossem mais pobres”, se ao menos assim “os ricos fossem menos ricos”.

As próprias teorias marxistas enfatizam as absurdidades das concepções mais preciosas à esquerda. Böhm-Bawerk e Mises já demonstraram, em diversas obras, as incongruências e as falácias do pensamento marxista.

Marx chamou de mais-valia a exploração do trabalhador pelo capitalista. Este lucro, que Marx via como exploração, contudo, nada mais é que uma compensação, visto que o trabalhador oferece sua mão de obra em troca de um salário no presente, enquanto o capitalista dispende de suas reservas para fazer investimentos em produção que poderão ou não retornar no futuro. Em outras palavras, ao passo de que o trabalhador tem a segurança de receber seu salário hoje, o capitalista investe infra-estrutura e recursos, que poderia utilizar a fim de satisfazer suas necessidades no presente, para produzir bens que estão propensos a imprevisibilidade do mercado.

Não o bastante, a teoria marxista estipula que o capitalista deva pagar o valor total do produto ao trabalhador. Ora, um bem presente não é equivalente a um bem futuro. O trabalhador não recebe o valor total daquilo que produziu, porque é preciso haver uma dedução desse valor que represente o risco que o capitalista corre ao fazer seu investimento, assim como o fator temporal; da mesma forma que a mão de obra faz parte do custo, os riscos do investimento e o tempo de retorno também.

A suposta exploração é a compensação pelo risco que apenas o capitalista corre: havendo receita ou não, o trabalhador sempre receberá seu salário, enquanto o capitalista possivelmente terá prejuízo por investir no futuro incerto.

Assim, podemos dizer que é simplesmente porque a compensação existe que existe produção, geração de riqueza e emprego.

Esquerdistas são profundos ignorantes de economia. Não é à toa que ainda lêem Marx, quando este já está profundamente desacreditado, não o bastante, desmoralizado pelos incontáveis fracassos do ideal socialista, que empilha corpos por onde passa em um rastro de destruição, fome e miséria.

Esquerdismo, quando praticado por muito tempo, leva à degeneração das funções racionais da massa cerebral. Somente isso para explicar o porquê, mesmo após inúmeras demonstrações econômicas, estes ainda insistem em chavões vermelhos. Mas por quê, independentemente dos fracassos abismais do advento socialista, legiões de jovens ainda são tragados pela fumaça enebriante dos marxistas, ideais que corrompem indivíduos, e que através de verdadeiras lavagens cerebrais, incitam a prática dos maiores absurdos – tudo em nome de ideais falsos, verdadeiros ídolos caídos? Por que alimentam a desinformação, espalham mentiras, ambos projetados engenhosamente sobre um espantalho do capitalismo – o mesmo capitalismo que melhora vidas e produz riquezas sociais, desenvolvimento e progresso?

Guilherme Rasador

Guilherme Rasador é acadêmico de Relações Internacionais.

Mais de Guilherme Rasador

Comentários

Notícias relacionadas

loading...