Mulher defende-se de estuprador que ameaçou matar ela e a filha de 3 anos e G1 diz que “suspeito foi agredido”

Uma das coisas mais perversas das mídias de maior circulação no Brasil é a escolha desonesta de palavras. Poucos são os que ainda dão nomes aos bois. A maioria cedeu à implantação voraz de uma espécie de novilíngua orwelliana. O fenômeno, felizmente, vem sendo denunciado por algumas pessoas mais atentas e páginas no Facebook.

Dessa vez, mais um caso escancarou a questão.

Após ter a casa invadida na madrugada, sofrer uma tentativa de estupro, ser ameaçada de morte com uma faca, ter a filha de 3 anos ameaçada de estupro e ter impedido tudo isso nocauteando o criminoso com um pedaço de madeira, uma mulher de Rondonópolis/MT tem de ler os noticiários se referindo ao estuprador como o “suspeito”.

A manchete ainda é escrita de forma a passar a impressão de que a vítima é a agressora, o que só reforça o que muitos afirmam há tempos: o viés ideológico que coloca os bandidos como vítimas da sociedade predomina nos editoriais.

O bandido disse à PM que estava embriagado, como se isso justificasse o ato. Afinal de contas, quantas vezes você, leitor, tomou umas a mais e saiu por aí invadindo casas, armado com uma faca, ameaçando as pessoas de morte e tentando esturprá-las? Acontece com todo mundo, não é mesmo?

Segundo a vítima, o estuprador ainda perguntou se ela não tinha medo de morar sozinha, enquanto se aproximava armado com uma faca. O crime aconteceu no bairro Jardim Liberdade.
da Redação

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