Zanin, o insano abobalhado, tem dia de dupla derrota para Moro, no TRF-4 e no STJ

A defesa de Lula sofreu nesta quinta-feira (21) dupla derrota nos incontáveis recursos contra as decisões do juiz Sérgio Moro.

Perdeu no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e perdeu no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O desembargador do TRF-4 João Pedro Gebran Neto negou novo pedido de suspeição da defesa de Lula contra Sergio Moro.

Os advogados do petista argumentavam que Moro foi parcial durante a oitiva de Lula, na semana passada, ao declarar sua convicção de que ele é culpado no processo relativo ao tríplex no Guarujá.

Questionado pelo petista se ele poderia considerá-lo um juiz imparcial, Moro respondeu que não caberia a Lula fazer essa pergunta, mas que, “de todo modo, sim (poderia considerá-lo imparcial). Depois, Lula insistiu dizendo que essa não havia sido a postura do magistrado na sentença do caso do tríplex. Sergio Moro rebateu: “Eu não vou discutir a outra ação com o senhor, senhor ex-presidente. Se nós fossemos discutir aqui, a minha convicção foi de que o senhor é culpado”.

Gebran Neto negou o pedido sem sequer analisar o mérito. Pedido de Nulidade deveria ser pleiteado através de um recurso próprio denominado Exceção de Suspeição, e não Habeas Corpus como preferiu o advogado do ex-presidente.



Por outro lado, no STJ, o ministro Felix Fischer, em decisão monocrática indeferiu o recurso em que a defesa do ex-presidente Lula alegava que o juiz federal Sergio Moro é suspeito para julgar o petista e conduzir inquéritos contra ele na Operação Lava Jato.

A defesa de Lula tinha esperança nesse caso em razão de um parecer da procuradora Aurea Pierre do Ministério Publico Federal. Algoz do juiz Sérgio Moro, a representante do MPF havia dado um parecer favorável.



No recurso, a defesa afirma que o juiz teria dado indicativos de que condenaria o petista no despacho em que aceitou a denúncia do MPF; que Moro teria “esclarecido” pontos da acusação feita pelos procuradores; que participou de eventos ao lado de políticos investigados na Lava Jato e fez provocações aos advogados do petista após uma audiência no processo.

Fischer ignorou o parecer do MPF, desconsiderou as alegações de Zanin e indeferiu a pretensão do ex-presidente.

da Redação

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