Mourão “vice” seria a garantia da intervenção?

Só mesmo um cego de percepção política não enxerga que uma eventual vitória/governo de Bolsonaro, pelos caminhos “normais”, inviabilizaria quaisquer perspectivas das mudanças que o Brasil verdadeiramente precisa.

Seriam muitas as amarras que impediriam reformas efetivas.

O tal “estado-de-direito” que os criminosos da política montaram a partir da “Nova República” de Sarney, em 1985, agravado após a posse de Lula, em 2003, teria que ser totalmente abandonado mediante aprovação de uma nova Constituição, construindo um verdadeiro “estado-de-direito”, sem qualquer participação dos responsáveis pela “ordem” antiga a ser sepultada.

A “legalidade” que hoje aí está obstaculizaria quaisquer medidas necessárias. Seria só mais um governo em forma de “desastre”. Mais um governo “de merda”, resumindo. Nesse contexto talvez o meu voto ainda iria para o Bolsonaro, mas sem qualquer entusiasmo, como sempre me aconteceu nas eleições presidenciais em que votei, desde Jânio Quadros, nos meus 18 anos.

Apesar da situação política vigente, engana-se quem imagina que algum dia o Brasil teve um legítimo “estado-de-direito”, apesar dos políticos e muitos operadores do direito garantirem o contrário.

Antes, talvez desse para o “gasto”. Mas o agravamento da situação mediante o poder dos “bandidos” escreverem as leis, não há mais o mínimo resquício de “estado-de-direito”.

Hoje temos um “estado-de-(anti) direito”, portanto um “Estado-Torto”, antes que de “direito”. Ninguém deveria ter pena de “sepultá-lo”, mediante novas regras de direito. Mas ele teria que ser escrito por gente nova, melhor, impedidos radicalmente todos os responsáveis pelo “status quo” de participarem da sua elaboração.

Com o General Hamilton Mourão concorrendo a “vice” de Bolsonaro, o quadro mudaria totalmente de “figura”. O meu entusiasmo, “abafado” até hoje, nasceria com vigor para votar nessa “chapa”. As perspectivas de mudanças seriam enormes.

Mourão poderia significar a “garantia” de dar certo o uso do artigo 142 da Constituição, que trata da INTERVENÇÃO, pelo seu inegável prestígio no Poder Militar, se porventura Bolsonaro tivesse “peito” de acioná-lo.

Seria a única maneira de desmantelar a quadrilha que se aquartelou nos Três Poderes desde 1985, colocando alguma ordem e honestidade na política e nas instituições públicas do país, totalmente desmantelado e roubado pela corrupção sistêmica.

Com certeza essa “chapa” estaria eleita tão somente com os votos dos eleitores adeptos da intervenção, que vem crescendo dia a dia.

Além do mais, posso lhes garantir que esses “valentões” “esquerdóides” que pintam e bordam por aí, e que tanto tentam desmoralizar os generais e outros militares, com suas “línguas” e “canetas” afiadas, apadrinhados agora pelas Organizações Globo, seriam os primeiros a tremer as pernas e a se enfiarem debaixo das próprias camas, antes de serem presos.

Há que se ficar atento à quase certeza de que a próxima eleição presidencial mais uma vez será fraudada. O Ministro Luiz Fux, que assume o comando do TSE, já “garantiu” pessoalmente ao Senador Lasier Martins que não cumprirá a lei que ordena instituir o voto impresso, em paralelo ao voto eletrônico. Foi dado o “recado” da iminência de acontecer o golpe pelo TSE, com suas “urnas eletrônicas” fraudáveis, que antes das eleições certamente já terão o resultado, pró esquerda, evidentemente, com ou sem Lula.

E se isso for detectado a tempo durante a apuração, será necessária uma ação rápida para ANTECIPAR a intervenção, que em princípio seria detonada somente após a posse de Bolsonaro/Mourão.

Seria bom que esse “segredinho” ficasse guardado só entre “nós”, não?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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