Gestão petista de Fernando Pimentel transforma DETRAN numa "arapuca" (Veja o Vídeo)

No último sábado à tarde fui parada numa blitz na Silviano Brandão (Belo Horizonte).

Faz parte.

Com toda documentação em dia, fiquei esperando a minha liberação.

Imensa foi a minha surpresa quando o policial chegou bem acanhado perto de mim e disse que eu estava legalizada, mas meu carro não, porque o comandante daquela operação não agradou da placa dianteira, que ele julgou estar um pouco apagada e meu carro teria que ser rebocado para um dos pátios do Detran.

Não entendi que risco trazia para mim ou outras pessoas eu rodar naquele carro, cuja placa nunca foi alvo de atenção. Vá lá, uma multa?

Apesar de argumentar sobre a dureza daquela decisão, o comandante ficou impassível e levaram meu carro.

Segunda-feira fui recuperá-lo.

Primeiro passo pelo posto policial no centro para pegar o alvará. Em seguida sigo para o anel rodoviário no Betânia, distante 30 km da minha casa, sendo que existe outro menos longe. Ligo antes para me informar e chego lá às 12:05 h. Só não me disseram que fecham de 12 às 13:15 h. Bola fora.

Volto. Sala cheia de gente revoltada, sentindo-se violentada, cada um com a sua história.

Emitem uma guia pra pagar taxas absurdas, sem demonstrar o valor de cada item e nos mandam pra uma casa lotérica a uns 10 km de distância.

Como a maioria está desacompanhada e sem condução, contratam um motoboy por 20,00 reais, já preparado para esse serviço.

Guia paga e duas horas depois fico aliviada porque meu carro será liberado. E de fato foi, mas com uma condição: só sai rebocado do pátio.

Mas eu não precisava me preocupar em chamar um reboque porque bem próximo ao portão eu já podia contratar um motorista que faria a retirada do carro, e assim que ultrapassasse o portão, me entregaria o carro.

Basta pagar 80,00 reais para essa operação.

Tá...mas e a placa? Não tenho que comprar uma nova, já que isso foi o motivo da agressiva apreensão do carro? Não, a placa meio apagada, no conceito do comandante, já não representava mais perigo algum e eu estava autorizada a rodar mesmo sem tomar qualquer providência para torná-la mais visível.

Surreal. Tudo isso acontece todos os dias, sob o olhar passivo e conivente desse órgão que sobrevive graças aos nossos impostos e aos abusos das penalidades que nos aplicam muitas vezes sem merecimento.

Revoltante e desalentador.

Dá pra acreditar nesse país? No total um prejuízo de R$276,00 + R$80,00 + gasolina + dor de cabeça e muita revolta!

Clézia Fernandes

da Redação

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