Moro, mais uma vez, destrói defesa de Lula ao negar suspeição

A foto do juiz Sérgio Moro com a esposa, ao lado do ex-prefeito de São Paulo, João Dória, também com a esposa, num evento em Nova York, utilizada pela defesa do meliante Luiz Inácio Lula da Silva para arguir a suspeição do magistrado, recebeu a devida resposta. Desmoralizante, por sinal.

O fato, ou seja a foto, embasou a defesa de Lula a pedir novamente o afastamento de Moro dos casos relacionados ao petista.

Patética, mais uma vez, a argumentação desse incompetente Cristiano Zanin. Um milionário, mas um advogado derrotado.

Moro foi premiado na ocasião como ‘Pessoa do Ano’, pela Brazilian American Chamber of Commerce de Nova York.

Em seus argumentos, o juiz afirmou que Dória ‘não figura na diretoria da Câmara de Comércio ou no quadro executivo’. “Ocorre que, como havia recebido o mesmo prêmio no ano anterior, (Dória) esteve presente no jantar, ocasião na qual foi tirada a fotografia com o ora julgador”.

Prosseguindo em sua argumentação, o magistrado pontuou que ‘uma fotografia em evento social ou público nada significa além de que as pessoas ali presentes tiraram uma fotografia’.

Em seguida, desmoralizou o motivo apontado pelo trêfego Zanin no medíocre pleito:

‘É possível encontrar, na rede mundial de computadores, dezenas de fotos, até mesmo de Lula, com políticos oposicionistas, o que também não significa que, por conta da foto, eram ou se tornaram aliados políticos, citando fotos do petista com o senador Aécio Neves, alvo da Operação Patmos por suposta propina de R$ 2 milhões da JBS.

‘Também há fotos do excipiente (Lula) com políticos atualmente presos, o que não significa necessariamente que são cúmplices na atividade criminal específica’, afirmou Moro, sobre Lula, preso desde 7 de abril, ao lado de Geddel, este aprisionado em setembro de 2017 pelo bunker de R$ 51 milhões.

Para arrematar e destruir de vez a defesa do meliante petista, o juiz ponderou:

“Seria de fato melhor para qualquer juiz evitar fotos com quaisquer agentes políticos, independentemente de seu mérito, a fim de evitar interpretações equivocadas ou incidentes processuais infundados, mas, em eventos públicos ou sociais, fotografias podem ser tiradas.”

O juiz da Lava Jato ainda afirmou não ter ‘relação especial com João Doria Jr., nem ter agido de qualquer forma para promovê-lo eleitoralmente’.

“O nome dele (Doria) não foi mencionado pelo julgador na palestra ou no discurso até para evitar confusões da espécie”, segue Moro. “Os eventos em questão não tiveram natureza político-partidária. Aliás, rigorosamente, sequer foi iniciado o período legal de campanha, tendo a própria defesa do excipiente (Lula) denominado-o de pré- candidato”, escreveu.

Fonte: Estadão

da Redação

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