Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia

Os caminhoneiros e o povo querem o fim do desperdício e da roubalheira

Ontem recebi de um amigo, um artigo produzido pela BBC/Brasil, tentando explicar a crise dos preços dos combustíveis que levaram ao movimento dos caminhoneiros.

Antes de tudo, é de se deixar claro que, pouco importa se o movimento é dos motoristas autônomos, dos vinculados às frotas empresarias terceirizadas ou mesmo de pequenas, médias e grandes transportadoras. Importa é que o preço do combustível pega em todos: caminhoneiros, motoboys, UBER, tratores e máquinas agrícolas, taxistas, correios, empresas de entrega e logística, transporte coletivo de passageiros, empresas de captura de pescado, pescadores artesanais, transporte escolar, na mamãe e no papai. Um mundo de gente.

Não há veículo que trafegue sem combustível. Logo, o combustível come na mesa e impacta diretamente na economia das famílias.

É por isso que o movimento de uma categoria, neste momento, é o anseio de quase toda a nação.

Há uma linguagem figurada atrás desta "greve" que precisa ser bem lida.

Na matéria referida (tendenciosa, por sinal), são analisadas duas situações: a primeira que aborda uma saída com "subsidio" dos combustíveis - o que na análise em questão, "geraria" risco de quebra iminente da PETROBRAS (o que já foi feito anteriormente) e inflação; a segunda induz que é impossível a redução da carga tributária (57% de impostos sobre cada litro de óleo diesel) incidente sobre os combustíveis, pelo fato do governo não poder perder receita de impostos sob pena de não ter dinheiro para o custeio.

As duas teses são verdadeiras. Então, a matéria concluí, que o impasse não tem saída. Mas, tem saída, sim! E é uma só!

E ela que a população busca, ainda que sem uma clareza absoluta neste momento. E qual é essa saída?

É a imediata e radical redução dos custos da máquina pública.

Somente para ficarmos com alguns exemplos, o governo pode cortar ministérios; vender ou liquidar empresas públicas (140) deficitárias; acelerar os processos de concessão de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos.

A lista é longa... Em casa, quando o orçamento não fecha, não fazemos assim? E porque o governo só fala em aumentar ou manter a carga tributária? Nunca faz um programa claro e severo de diminuir o tamanho de uma máquina estatal inútil que consome tudo o que arrecada somente para manter viva a sua estrutura, sem beneficiar o cidadão em nada.

É sobre isso que a matéria da BBC deveria focar. É sobre isso que a população precisa debater.

A ferida se abre ainda mais, quando além de pagar muito imposto, a nação vê toda a sua riqueza sendo roubada por uma camarilha que se retroalimenta e que insiste em se manter agarrado nas tetas do poder.

Então, surge uma segunda e clara saída: mudar os gestores ladrões. Daí, por lógica, que resumidamente os caminhoneiros nos representam nestes dois objetivos: redução de custos e desperdícios de governos perdulários; e substituição dos gerentes incompetentes e ladrões. A greve pode até parar. Mas a população já sabe o que quer.

A cacalhada não vai ter sossego não!

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia

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