Chacrinha. “Eu não vim para explicar, eu vim para confundir”

A histórica frase do ‘Velho Guerreiro’ cabe como uma luva nos programas noticiosos da Rede Globo, que estão fazendo a cobertura do movimento dos caminhoneiros.

De início, tentaram desacreditar os protestos ao argumento de se tratar de “locaute”, ou seja – os motoristas estariam sendo manipulados, instrumentalizados e cumprindo ordem dos patrões que agiam para obter vantagens. Não pegou!

Depois tentaram caracterizar como greve ilegal. Não pegou.

Numa terceira rodada, deram o movimento como encerrado por um suposto acordo de araque. Não pegou.

Agora induzem a crer que o movimento está se esvaziando. Não vai pegar. Sabe por quê? Pelo fato do movimento estar aumentando com a adesão de toda a sociedade.

Incrível que não há um intervalo comercial destes veículos onde não exista uma veiculação publicitária do governo federal.

A meu ver, essa análise é útil para duas conclusões: a primeira é que fica evidente que o grupo empresarial Globo manipula a verdade de forma descarada – buscando interesses que desconheço, mas que desconfio serem muito fortes; a segunda é que quem está sendo desmascarado e caindo em grotesco descrédito, é o jornalismo das emissoras Globo, posto que não conseguem esconder ou distorcer os fatos – maciçamente noticiados pelas mídias sociais (que passam a ser uma fonte importantíssima de capilaridade na distribuição da notícia).

Reparem bem: nenhuma liderança do movimento sequer é ouvida nos programas jornalísticos das emissoras Globo. E mais: as emissoras da Globo, não divulgam os protestos (ocorridos hoje em todo o Brasil) e a fortíssima adesão popular ao movimento, que deixou de ser somente dos caminhoneiros para ser de quase toda a sociedade. Ou não?

Além disso, o que passou a ser objeto do protesto social não é mais só o preço dos combustíveis; mas, também, a queda do “governo Temer”, que significa: uma saturação absoluta e irremediável da nação com todo o sistema político brasileiro. Um desgaste profundo e radical.

Fico somente impressionado como jornalistas do porte, da estatura e de formação como Gerson Camarotti, Renata Lo Pretti, Merval Pereira, Bete Pacheco, Eliane Catanhêde e alguns outros, embarcam nesse estelionato noticioso.

Arriscam suas carreiras num momento histórico extremamente sensível do Brasil.

Eu nunca vi uma cobertura tão encoberta! De tanto manipular, distorcer, omitir e esconder os fatos, esses noticiosos viraram programas de auditório.

Uma palhaçada geral, de fazer pouca graça. Só falta os ancoras gritarem:- vocês querem bacalhau?

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia

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