"Falsas notícias" não vão nos deixar contra os nossos caminhoneiros, Presidente!

"Não somos bandidos. Somos caminhoneiros que ajudam o progresso do país” - eles se defendiam, fortemente unidos, enquanto “notícias mentirosas” destacavam os “impactos negativos” causados pela sua audaciosa iniciativa.

Tudo em vão. Decididamente, não nos deixamos influenciar por essas “artimanhas maldosas”, inventadas para mascarar a realidade e manipular a opinião pública.

Não concordamos, também, com as ameaças do governo de recorrer à “Força Nacional”, e de forçar os donos das transportadoras a suspender a greve, sob pena de terem de pagar 100 mil reais por hora de multa.

E muito menos, Presidente, com a sua “infeliz e dispensável ironia”: “Melhor voltarem ao trabalho para pagar os caminhões financiados”.

Nós, cidadãos de bem, reconhecemos, sim, a legitimidade desse movimento promovido por essa “minoria radical”, como o senhor se referiu a esses caminhoneiros.

E sabe porque? Porque estamos fartos, - enojados - de governantes que viram as costas e lucram em benefício próprio.

A decisão dos caminhoneiros de se posicionar contra o abusivo aumento de preços dos combustíveis, portanto, é, indiscutivelmente, do interesse da população, e essencial para ajudar a moralizar este Brasil.

Eles não fizeram o governo engolir a sua própria arrogância e começar a ceder nas negociações?

Não conseguiram a redução do preço do diesel, o congelamento desse preço por 60 dias, e reajustes mensais, que dão fim a tal política de “preços livres” que vinha sendo praticada descaradamente pela mal afamada Petrobrás?

Como não reconhecer e não aplaudir a ousadia deles? Como não desejar que suas reivindicações sejam mesmo atendidas?

"Ao menos, tentamos!", alguns traziam escrito nos seus caminhões, numa espécie de alerta a cada brasileiro que quer ver mudanças profundas neste país, e que só vão acontecer, se todos nós fizermos valer o nosso poder, como povo e maioria.

E quer saber? Esses nossos “bravos homens da estrada” estão certíssimos.

Se não tentarmos, - isto é, se não recorrermos ao “poder da união” e ao “poder da ação”, para nos manifestar em defesa dos nossos direitos e deste Brasil, - o que será de nós?

Eis porque, Presidente, só nos resta perguntar a nós mesmos: Não é hora de seguirmos o exemplo deles?

Não é mais do que hora de praticarmos a lição, deixada por eles, de que “unidos somos mais poderosos”?

Não é nos manifestando, seguidamente, que “podemos” dar fim a tantos atos corruptos, que nos desmerecem como nação?

Inspirados no que os nossos caminhoneiros fizeram, não temos, enfim, a “chance sem precedentes”, - valiosíssima! - de mudar, corajosamente, a nossa atual e tão deplorável história?

L. Oliver

Redatora e escritora, com diversos prêmios literários, e autora de projetos de conscientização para o aumento da qualidade das sociedades brasileira e global. Participa do grupo Empresários Associados Brasil, que identifica empresas e profissionais em busca da excelência em produtos e serviços no país e no Exterior. Criou e administra o grupo “Você tem poder para mudar o Brasil e o mundo”, de incentivo à população no combate à corrupção. https://www.facebook.com/groups/1639067269500775/?ref=aymt_homepage_panel

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