Grupos Escoteiros doam sangue em Campo Grande - MS - um exemplo a ser seguido: realização efetiva!

É hora de agir!

Realizar

Re·a·li·zar

1 Tornar(-se) real ou concreto: Realizou o seu antigo sonho da casa própria. Seus planos realizaram-se em pouco tempo.

2 Pôr em ação ou em prática; efetivar, efetuar: É homem que realiza o que fala.

3 Levar a efeito uma ação, um projeto, um intento; fazer, vencer: Realizaram uma enorme passeata contra o aumento da tarifa do ônibus.

4 Efetuar ou efetuar-se (algo) de modo formal ou de acordo com rituais preestabelecidos: O padre realizou vários casamentos na favela. A colação de grau realizou-se à noite.

5 ANGL Tornar-se consciente de algo; compreender, perceber: Finalmente conseguiu realizar o que havia acontecido.

ETIMOLOGIA

Derivado de real + izar, como fr réaliser.

Fonte: Michaelis On-line

Foi na manhã do sábado passado (26), nas dependências do Hemosul, em Campo Grande – MS, que tive a grata surpresa de encontrar num só lugar, dezenas de crianças que em muito assemelhavam-se ás crianças de minha infância.

Era mais uma atividade de rotina de pelo menos cinco grupos escoteiros da capital do Mato Grosso do Sul. Conversei com algumas pessoas, entre pais e monitores, jovens e crianças, de dois deles: Grupo Escoteiro Lobo Guará e Grupo Escoteiro Padre Heitor Castoldi.

Giovani Neves de Souza, 30 anos, contou um pouco da história do Grupo Lobo Guará, no qual ingressou aos 9 anos. “Hoje contamos um contingente de aproximadamente 120 escoteiros. Mas houve altos e baixos, houve um ano que somávamos apenas 7 integrantes.”, dando-nos conta a realidade do grupo de escoteiros é a imagem e semelhança de toda coletividade na sociedade brasileira. “As atividades dos grupos são variadas, há coleta de agasalhos, alimentos e outros itens de necessidade básica, que são doados às entidades assistenciais parceiras.”, emenda o veterano.

Nos disse Patrícia Mendonça, 45 anos, quais foram as mudanças que ela notou na conduta, no comportamento de Emilly, sua filha de 17 anos: “Hoje ela gosta muito das atividades e de ajudar as pessoas”. Viu a filha empolgar-se com o grupo e perder, de um lado a insegurança que apresentava em algumas ocasiões, de outro certa rebeldia que manifestava noutras. “Passou a responder a algumas situações de forma mais adequada.”, confirmando a que se deve reputação dos grupos escoteiros em todo o mundo.

Ivy Sathler, 28 anos, entrou com 14 anos no Grupo Padre Heitor Castoldi. Chefe da tropa sênior (15 a 18 anos), nos diz que sua tarefa no grupo é “Orientar os jovens que saem do ensino médio à faculdade, a aventurarem-se com segurança frente aos desafios dessa fase”. Eu quis saber se ela já fizera sua doação naquele dia, e a resposta foi negativa “Sou doadora há anos, estou no intervalo entre uma coleta o outra...”, em demonstração de ação positiva: fazer-se presente para prestigiar a ação do grupo.

Vários outros membros de grupos diversos, menores de 16 anos, não puderam doar sange dessa vez, pois estão numa idade abaixo do mínimo exigido ao doador. Mas, firmes no apoio aos parceiros maiores, fizeram a alegria da manhã. Vitória M. O., 10 anos, era uma delas. Iniciou no escotismo aos 7 anos, e me contou que o que mais gosta no movimento “São as atividades e que todo sábado a gente aprende uma coisa nova”...

No contato com os grupos no saguão do Hemosul, perceber na forma e no conteúdo das conversas que pude ouvir aqui e ali durante o trabalho, sólidos valores e princípios sustentam aquelas pessoas todas, dos pequeninos aos adultos; constatar pessoalmente a semelhança entre eles, foi um alívio.

Saber que há um grande contingente, uma fila indiana em que os ponteiros partiram em 1907 – quando começou o movimento escoteiro - e que vigora até hoje, sem sinais de fadiga, renovou minhas esperanças e o ânimo nas pessoas, no mundo, no progresso e no presente, além de reforçar a fé no futuro.

O futuro e a vida real, aliás, estavam ali representados.

Davam valiosa lição numa legião de especialistas de tudo das redes sociais, ativistas disso ou daquilo, que acreditam movimentar mundos e fundos, os mares e os ares,ao clicar seus likes e ‘compartilhando’ conteúdo pronto e não-checado, de procedência desconhecida, senão obscura. Imersos em microcosmos, selados, manipulados à sua revelia, pra finalidades que, com toda sapiência virtual, realmente desconhecem.

Não pude ser escoteiro na infância ou na juventude; mas doravante, estarei “Sempre Alerta!”, empenhado em realizar “uma boa-ação por dia”, graças a Deus.

Finalizo este artigo esperançoso, agradecendo de corpo e alma, a cada escoteiro da Terra, além do General Robert Baden-Powell, pelo seu legado, que faz a diferença, por sua natureza, relevância e utilidade.

Muito obrigado!

João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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