Juíza é suspeita de manobra para afastar Bretas da Lava Jato

A juíza federal Caroline Vieira Figueiredo terá que se explicar junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), por uma suposta manobra para retirar os processos da Operação Lava Jato das mãos do juiz Marcelo Bretas.

Colocada na 7ª Vara Criminal para auxiliar Bretas, a juíza passou a defender a divisão dos processos com base em critérios meramente administrativos, ignorando a questão legal.

De acordo com a lei, o juiz que conduziu o processo, no caso Marcelo Bretas, deve dar a sentença.

A regra do conselho da Justiça Federal utilizada pela magistrada prevê a distribuição eletrônica dos processos para agilizar o trabalho dos juízes. Os pares ficam com o titular da vara e os ímpares vão para o substituto.

A juíza Caroline Vieira usou a resolução do conselho para pedir que ela assumisse a ação da Operação Saqueador, processo mãe da Lava Jato no Rio, que é ímpar.

Na prática, isso poderia passar todos os processos da Lava Jato para ela.

Desfeita a manobra pelo TRF-2, ela tem agora até quinta-feira (14) para se explicar.

Segundo o G1, a investida da juíza Caroline causou perplexidade em todos os integrantes da Operação Lava Jato.

da Redação

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