Gilmar pede “arrego” para o STF contra ataques de procuradores da Lava Jato

Gilmar é supremo. Gilmar pode criticar quem ele bem entende. Pode até ofender.

O ilustre ministro faz críticas pesadas, veementes, agressivas e injustas.

Por vezes é sorrateiro. Há poucos dias, humilhado pelo ministro Barroso, disse que ele ‘deveria fechar o seu escritório de advocacia’.

É aético, como no caso do senador Lasier Martins, que no legítimo exercício de seu mandato senatorial, pediu ao presidente do Senado que colocasse em julgamento pelo plenário, um dos nove pedidos de impeachment de Gilmar Mendes.

Possesso, o ministro refutou dizendo que Lasier entende é da ‘Lei Maria da Penha’. Em alusão ao fato do senador ter enfrentado um processo contra a ex-mulher por violência doméstica, no qual foi absolvido pelo próprio STF.

A decência determina que um ministro do colegiado que julgou e absolveu o senador, não tocasse mais no assunto.

Gilmar faz o que faz, afronta, atenta contra a Lava Jato e no entanto não aguenta e não suporta ser criticado.

Nesta terça-feira (12) pediu arrego. Quer providências do STF contra os procuradores da Lava Jato.

“A toda hora temos procurador no Twitter atacando esta corte, desqualificando magistrados, mas nenhuma providência se toma, criticando decisões do STF. Eles (…) são partes interessadas. É preciso que nós respondamos. Evitando que em pouco tempo tenhamos tortura em praça pública. Caminha-se para isso”, declarou o Gilmar.
Imagina. Querendo providências porque as decisões do STF estão sendo criticadas...

O que quer o ministro? A mordaça.

Eu também quero o impeachment de Gilmar Mendes.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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