Denúncia seríssima contra Gilmar expõe o tráfico de influência na advocacia

O nome que deve ser observado é o de Sidney Gonzalez. É o diretor de projetos da Fundação Getúlio Vargas. Parceiro de Gilmar Mendes nos eventos do IDP e vizinho num edifício em Lisboa. Gilmar e Sidney são extremamente próximos. Juntos já organizaram 11 rentáveis seminários. Amizade sólida.

O caso, denunciado nesta quarta-feira (13) pelo jornalista Claudio Dantas, editor de O Antagonista, se refere a um pedido de indenização movido pela empresa Açopart Participações contra o BNDESPar, por supostas irregularidades na privatização da Companhia de Ferro e Aço de Vitória (Cofavi), em 1989.

A Açopart na ação quer ser indenizada sob a alegação que depois que efetuou a compra da estatal descobriu em sua contabilidade um passivo oculto de US$ 35 milhões.

A indenização pleiteada atinge hoje o estratosférico montante de R$ 612 milhões.

O advogado da Açopart, o festejado Arnoldo Wald, contratou para atuar na ação Marcus Vinicius Furtado, ex-presidente da OAB.

Na sequência, Furtado substabeleceu os poderes para Thiago Gonzalez Queiróz.

Quem é Thiago? É sobrinho de Sidney Gonzalez, o amigo, parceiro e vizinho de Gilmar.

Pois bem, após a entrada de Thiago na ação, o processo sofreu uma reviravolta. Bastou uma simples petição do sobrinho de Sidney para que Gilmar admitisse um erro e reconsiderasse uma decisão que já havia tomado.

Alguém é capaz de imaginar Gilmar reconhecendo um erro?

Tais fatos, levarão a Açopart a abocanhar rapidamente a importância milionária pleiteada a título de indenização.

É o caso típico de tráfico de influência, demonstrando que não basta ser bom advogado e conhecer direito, tem que ter a pessoa certa, na hora certa.

Fonte: O Antagonista

da Redação

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