Homem que já foi preso duas vezes e responde por vários crimes pode ser eleito governador

Uma história diabólica onde até aparelhos doados para tratamento do Câncer foram recusados, para que um determinado esquema criminoso ligado à saúde prosseguisse dando retorno financeiro em forma de propina para os seus protagonistas.

É realmente inadmissível que o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, esteja aparecendo com possibilidades reais de conseguir um novo mandato de governador.

Envolvido em inúmeros casos de corrupção, Puccinelli comandou durante 16 anos uma requintada organização criminosa, que sangrou o que foi possível dos cofres públicos e comprometeu totalmente o desenvolvimento do estado.

Alimentou um esquema extremamente bem montado, que tinha um claro objetivo: ganhar muito dinheiro, enriquecer os membros da quadrilha e vencer eleições.

Homem frio, amoral e sem escrúpulo, André não mede esforços para ‘atropelar’ os seus adversários e fazer prevalecer a sua força.

Não obstante, André seja esta figura execrável, ele começa a se apresentar como candidato competitivo para o governo de Mato Grosso do Sul.

Durante os preparativos de sua candidatura, já usou tornozeleira eletrônica e foi preso duas vezes, numa delas em companhia do filho.

O seu braço direito, ex-deputado federal Edson Giroto está preso. O seu braço financeiro, o gangster João Amorim, também está preso.

No entanto, as pesquisas apontam uma disputa renhida entre o ex-juiz federal Odilon de Oliveira, André Puccinelli e o atual governador, Reinaldo Azambuja.

O ex-juiz, antes tido como franco favorito, tem sido vítima de uma terrível campanha nas redes sociais, onde tentam transformá-lo em protetor de uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho.

O atual governador está envolvido no escândalo da JBS e tem sua origem ligada ao próprio Puccinelli. Foram parceiros durante longo tempo.

Está bem complicado para o eleitor.

Lívia Martins

Articulista e repórter
livia@jornaldacidadeonline.com.br

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