Interromper Manuela é “barbárie”, matar mais de 100 milhões são coisas de uma certa época...

Márcia Tiburi chamou de ‘barbárie’.

Em nota, o PT classificou Manuela D'Ávila como ‘gigante’, pelo Roda Viva de segunda-feira (25).

Tudo isso porque, segundo as contas da equipe de Manuela, ela foi interrompida pelos entrevistadores 62 vezes.

O pré-candidato do NOVO, João Amoêdo, também foi bastante interrompido. Suspeito que Bolsonaro será ainda mais.

Pode-se achar excesso de interrupções? Pode. Eu mesmo acho que a maioria da bancada demora séculos para formular questões e que o novo âncora está mais perdido que cego em tiroteio. Até aqui, ok.

Mas estão transformando um desastre de entrevista, porque Manuela nada falou, nada criou, apenas repetiu, do alto de seus 36 anos, tudo o que o roteiro esquerdista prega, em "misoginia" e "machismo virulento":

- Stálin matou muito? E Mao?

- ...era uma época de muitas mortes, época da bomba atômica, etc. - respondeu a cínica pré-candidata.

Ela não consegue, nem sob a mira de um revólver, dizer ‘Sim, Stálin matou muito’. Cada célula de seu corpo foi programada para relativizar os ídolos sanguinários do comunismo. É um fenômeno angustiante de se ver ao vivo.

Pode-se argumentar que a humanidade sempre foi, para sermos educados, um pouco sanguinária. Mas nada, absolutamente nada, se compara ao comunismo de Manuela. O comunismo que tem em seu nada invejável currículo mais de 100 milhões de mortes. Ela nem se dá ao trabalho de disfarçar, de simular uma veste caricata de ‘socialismo e liberdade’. Ela veste a camisa, literalmente.

Manuela sabe que comunistas matavam o seu próprio povo. Não era preciso guerra, instabilidade, nada. Matavam por esporte. O sangue jorrou no século XX e, hoje, este pessoal está tão mimado, tão longe da realidade, que consegue ignorar uma Venezuela, uma Cuba, uma Coréia do Norte, mas chama de ‘barbárie’ uma candidata fraquíssima ser interrompida num programa televisivo.

Esta turma que prega a revolução, que são ferrenhos advogados de Lula, que são imunes ao sofrimento alheio, pois este sofrimento deve ser, antes, analisado para saber se foi sob a foice e o martelo comunista ou não, não aguentariam 24h num Gulag. Não aguentam nem ficar sem wi-fi.

Este traço de Manuela, para usá-la como exemplo de um comportamento não raro no país, de compadecimento seletivo, assusta, se você parte para uma reflexão séria: dê o poder a uma menina linda e sorridente como Manuela, e em pouco tempo você descobrirá, como Dostoiévski já alertava, que o mal, em luta constante contra o bem no coração de cada um de nós, sairá vencedor.

Manuela, numa boa, não precisa ‘lutar como uma garota’.

Basta se comportar feito gente grande.

João Ferreira

de Brasília (DF)

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