Xexelentos pagarão dívidas a real justiça, cedo ou tarde

As ratoeiras que poderiam manter José Dirceu e Lula da Silva e outros mais envolvidos na corrupção que desgraça o Brasil, de todo jeito, estão sendo desarmadas, principalmente, na 2ª turma do Supremo Tribunal Federal, desavergonhadamente.

Por que essa pouca vergonha acontece? Ora, porque temos ministros no STF que parecem ter medo de algum “bate-pé” de Lula; pois não se pode esquecer o xingamento e dedo na cara do STF que o ex-presidente fez com sua mal educação de prepotente, com linguagem de moleque.

O que aconteceu agora? A 2ª turma do STF, tida como “garantista”, porque garante a liberdade e frouxidão de sentenças emitidas contra corruptos e desviadores de dinheiro dos cofres públicos, para bancos de paraísos fiscais, onde fortunas estão mocosadas esperando melhor oportunidade para retornarem aos “seus donos”, sem percepção da Receita Federal, aliás, como saíram pretendem voltar.

Tudo no STF faz parte de jogadas prevendo lances futuros de interesse de senadores, deputados federais etc. Mas, esse “cuidado” não existe para a brasileira e brasileiro comum, que não têm o abusado foro privilegiado a seu favor.

Só políticos de alto poder têm para protegê-los o foro privilegiado que lhes permite o ar e corpo livre de bandidos de colarinho branco. Grandes quantidades de pessoas que, por fome própria ou de seus filhos, surrupiam um ou dois pacotes de bolachinhas, saco de arroz de um quilo, tudo nesse nível, jamais terão a piedade da justiça (?).

As senhoras e senhores do STF jamais tomarão conhecimento desses desgraçados e se tiverem em suas mãos um processo com “crimes tão violentos” esses desvalidos serão trancafiados, condenados à prisão. Essa, sem tirar nem pôr, é a “justiça igual para todos”. Infame. Desgraçada. Exorbitante. Cínica.

Na última terça-feira, a famosa e garantista Segunda Turma libertou a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela, liberando-os da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro.

Os ministros entenderam que “não haviam provas concretas” contra os dois. Claro, desse jeito, jamais haverá provas contra Gleisi e Paulo Bernardo. Ora, a 2ª Turma anulou todas as provas ao considerarem sem efeito legal as buscas e apreensões feitas no apartamento já citado. Crime perfeito? O STF é super detalhista quando quer alcançar seu objetivo. Vira um Saci e até marca gol de pênalti.

A 2ª Turma teve a “capacidade” de inventar foro privilegiado para o apartamento funcional do Senado onde, aliás mora Paulo Bernardo, marido da senadora, e esse era o alvo para levantamento das provas.

Ora, é sabido que o foro privilegiado próprio da senadora e não do apartamento. Senhores ministros: não existe foro privilegiado para apartamento funcional. O foro privilegiado é da senadora, e se as provas existem no apartamento ocupado por ela teriam que ser incorporadas ao seu processo e no de seu marido. Ora bolas.

Para ajeitarem uma sentença que os satisfaça remexem até com entranhas impensáveis de leis.

Essa é mais uma humilhante vergonha imposta à sociedade brasileira que está atônita com tantos vai e não vai do STF. Mas, de tudo isso o que está no foco é a liberdade e a vontade de garantir que Lula possa ser candidato às próximas eleições. Contra a honra, contra a dignidade, contra a própria Justiça, querem dar impressão de que certos são os corruptos, que não estão nem aí com o desvalido povo brasileiro.

Afinal, acredito que esses xexelentos ainda terão o fim atrás das grades, cedo ou tarde.

Ruy Sant'Anna

Advogado e Jornalista

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