Deputado Vander é indiciado e apontado por Janot como 'sócio' de Cândido Vaccarezza em negociatas

O deputado Vander Loubet está indiciado pela Polícia Federal em inquérito que apura o crime de corrupção passiva. Além do deputado sul-mato-grossense, também foram indiciados o ex-líder do PT e do governo na Câmara dos Deputados durante o governo Lula  e o primeiro mandato de Dilma, Cândido Vaccarezza e Nelson Meurer (PP-PR).

O indiciamento é a imputação a alguém, no inquérito policial, da prática do ilícito penal, sempre que houver fortes indícios de autoria.

O inquérito da PF concluiu, com base em provas documentais e testemunhais, que houve corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo deputado Vander Loubet. Segundo a PF, em razão do cargo de deputado federal, o parlamentar teria recebido R$ 1 milhão de Youssef a mando do ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos.

Ainda de acordo com a PF, uma parte dos valores teria sido entregue em Campo Grande (MS) e outra parte teria sido depositada em contas de terceiras pessoas, que teriam dado suporte a Vander Loubet em sua campanha eleitoral de 2010.

Os pagamentos a Vander foram realizados "por meio de uma das 'empresas de fachada' do esquema, a GFD Investimentos, e os numerários entregues no escritório do advogado Ademar Chagas da Cruz", apontado pela PGR como "preposto" do deputado Loubet. 

Quando requereu a abertura de inquérito,

Vander e Vaccarezza
Vander e Vaccarezza

o procurador geral da República Rodrigo Janot associou Loubet ao então deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo a PGR, "não se pode entender as atividades de Cândido Vaccarezza sem as atividades desenvolvidas por Vander Loubet, nem as deste sem as daquele".

"Essa influência remontaria a anos anteriores a 2008, mas se tornaria visível a partir da denominada CPI da Petrobras de 2009. Naquela ocasião, capitaneados por Fernando Collor de Mello, Cândido Vaccarezza e Vander Loubet passaram a reger as indicações no âmbito da BR Distribuidora", escreveu Janot.

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da Redação

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