Estratégia da máfia é dificultar a instrução criminal. MP necessita requerer prisões de envolvidos

Esta semana três envolvidos até o pescoço nas investigações da Operação Lama Asfáltica, em Mato Grosso do Sul, deram um jeitinho de não comparecer para prestar depoimentos que estavam previamente agendados.

A polícia e o MP, na fase do inquérito, trabalham com prazos, que devem ser respeitados; desta forma, cada vez que um investigado encontra algum motivo para não atender ao chamado da autoridade policial, atravanca os procedimentos, interrompe uma linha de investigação e, evidentemente, causa enormes transtornos, dificultando que a verdade seja apurada.

O ex-governador André Puccinelli, covardemente, fugiu das investigações, inventou uma desculpa esfarrapada e não compareceu no dia e horário previamente agendados. 

Elza Amaral, sócia de Amorim
Elza Amaral, sócia de Amorim

A mesma atitude de Puccinelli foi seguida por uma sócia do empresário João Amorim, a senhora Elza Amaral, que alegou uma "gravidez de risco" e também não apareceu para depor.

Da mesma forma, agiu o empresário e dono do site e jornal Midiamax, Carlinhos Naegele, flagrado em ligação telefônica com João Amorim, conspirando o golpe criminoso que cassou o mandato do prefeito Alcides Bernal.

Carlinhos Naegele, do Midiamax
Carlinhos Naegele, do Midiamax

Isto quer dizer que das sete pessoas que deveriam ser ouvidas no decorrer desta semana, somente em relação a quatro o Gaeco obteve êxito.

Assim, observando o 'modus operandi' das pessoas mencionadas, é que se compreende porque no caso da Operação Lava Jato, o Juiz Sergio Moro, sempre que é aberta uma nova linha de investigação, prende todo mundo com indícios de participação. 

Não sendo assim, a coisa não anda...

É imperioso que o MP requeira urgentemente a prisão de alguns envolvidos, só assim as investigações irão deslanchar.

Lívia Martins

liviamartins.jornaldacidade@gmail.com

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da Redação

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