Eduardo Affonso

É arquiteto no Rio de Janeiro.

As consequências que o aguardam quando você torce pelo Brasil na Copa

"Enquanto você torce pelo Brasil na Copa, os políticos estão te roubando."
Enquanto você escova os dentes, também.

Então vamos torcer pela desclassificação e pelas cáries, porque assim é que se vai desinfetar a política, certo?

“É um absurdo parar um país inteiro para ver um jogo.”
O país inteiro parou quando uma categoria profissional resolveu que devia pagar menos pelo diesel e ganhar mais pelo frete, dando uma rasteira na economia.

Não é muito mais divertido parar para se vestir nas cores da bandeira, dobrar o consumo de cerveja e de batata frita, e prender a respiração junto?

“Neymar cai o tempo todo.”
Até a lei da gravidade ser revogada pelo STF, Neymar não flutuará feito um balão de hélio.

Qualquer um de nós, no lugar dele, levando as pancadas que ele leva, cairia muito mais. E pegaria atestado por uma semana, coisa que ele não faz.

“Não suporto o Galvão.”
O Galvão seria um problema se fosse como o imposto de renda, a morte ou vizinho barulhento, dos quais é impossível escapar.

Enquanto houver o seletor de canais e a tecla “mute”, a reclamação não procede.

“É antijogo comemorar a eliminação da Alemanha e da Argentina, pois uma grande partida se faz contra grandes adversários.”
Perfeito se a Copa fosse um concurso de beleza, e levassem a taça os passes mais arrojados, os contra-ataques mais desconcertantes, os dribles mais garrínchicos.

Quando sofrimento alterar o placar, eu viro Alemanha, Argentina, Espanha e França desde criancinha.

Até lá, nada feito.

Eduardo Affonso

É arquiteto no Rio de Janeiro.

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