Saudades dos grandes comunistas

Não sei se conheci grandes comunistas... É impossível que algum comunista seja “grande” sob qualquer aspecto. Digo, portanto que, se não conheci comunistas de “bom gosto”, conheci pelo menos comunistas com “algum gosto” - gosto esse que era tão mais refinado aos meus olhos quanto mais eu desconhecia a corrupção que os "bons comunistas' escondiam do Brasil...

Nos anos 80 eu me lembro de gente lendo Marx, Lenin, Trotski, tudo coisa que saía na “Coleção Primeiros Passos”... gente que conhecia Mao Zedong... Essa gente tomava champagne, lia muito, frequentava bons teatros... Sua “guru” (Dilma Rousseff diria “gurua”) era Marilena Chauí. Uma louca, mau-caráter e histérica, mas que sem dúvida nenhuma é um “Sócrates” perto de gente do nível de Márcia Tiburi.

Os comunistas do meu tempo eram mais alcoólatras do que maconheiros (um maconheiro, às vezes eu penso, é um "alcoolista vegetariano") e alguns deles até gostavam de mulher. Alguns gostavam tanto de mulher que as enchiam de porrada para depois atirarem-se aos seus pés comprando presentes e implorando perdão. O comunista de hoje ODEIA mulher (se ela não for feminista), gosta de apanhar dela e, na primeira oportunidade, a troca por outro homem comunista!

O que será que aconteceu dos anos 80 até hoje (além do fim da URSS)? Respondo numa frase: foi a Revolução Cultural, foi o aprofundamento da Revolução Cultural que atingiu níveis jamais imaginados por Antônio Gramsci.

Os comunistas de hoje nem sabem o que significa ser “comunista”: são tão imbecis, tão estúpidos, tão histéricos, que precisam sempre de um “não comunista” que lhes aponte o que pode haver de comunismo na sua veadagem, nos seus vícios, na sua bagaceirice de frequentador de baile funk…

O comunista original sofreu uma “queda” com o fim da URSS: restaram no Brasil os Vagabundos Petistas e, atualmente, estas pobres criaturas que mais bem merecem o nome de “Lulistas” - o resto é uma histeria, uma conversa mole sobre racismo, feminismo, gayzismo... sobre baixarias e putarias entre as quais o Vagabundo encaixa alguma coisa de Foucault ou de Adorno (como gosta a “Filósofa do Cu”, Márcia Tiburi)

Concluo adaptando aquilo que escrevi outro dia sobre os bandidos brasileiros – eu disse que o Brasil não pode mais ter a esperança de ser governado por gente honesta; só de ser governado por bandidos melhores e, nesse caso, por “comunistas melhores” que os que já estão aí.

Milton Pires

Médico cardiologista em Porto Alegre

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