E deu bola fora

O plano parecia perfeito. Planejaram o momento certo, em que o povo estaria entorpecido pela possível vitória do Brasil contra a Bélgica. Como ratos, agiram silenciosamente nos porões para uma fuga legal de Lula.

Entraram com o pedido de habeas corpus 5 minutos após o expediente, para que o pedido caísse nas mãos do Desembargador, que funcionaria da mesma forma suja que um carcereiro que permite a entrada de celulares ou drogas na cadeia. Ele seria o elemento infiltrado.

O Desembargador fez a sua parte, achando que assim estaria cavando um buraco na cela de Lula, usando como pá uma decisão de 30 páginas recheada de jurisprudências deturpadas e doutrinas inaplicáveis. Pelo teor e tamanho, a decisão já havia sido escrita dias antes da entrada do pedido, como a parte supostamente mais inteligente do golpe.

Seria como colocar a bola na marca do pênalti e chutar. Só não contavam com uma coisa: Se no futebol a Bélgica tratava de tirar o Brasil do estado de torpor que se fazia clima ideal para a fuga, na Justiça ainda tínhamos o Moro como goleiro para receber a cobrança de penalidade, ou pior, o cometimento da penalidade como se fosse uma cobrança. E foram várias as penalidades até que o Presidente do TRF-4 apitou o fim do jogo sujo do PT e sua laia.

E a bola vermelha foi espalmada para fora...

Ou melhor, pra dentro da cela.

E pra quem diz que "política não tem nada a ver com futebol", fica a lição: Realmente não tem. Tem a ver com o torcedor entorpecido ou que se deixa entorpecer pelo futebol, enquanto por baixo do gramado os ratos fazem suas redes de buracos.

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