Bem-vindo à “Lista dos mais repudiados deste país”, Desembargador Favreto!

E dizer que ao ser nomeado para o TRF, através da OAB, suas palavras foram: ”Sou servidor da sociedade e tenho zelo com o interesse público”. Pasmo geral!

Um desembargador, “servidor da sociedade”, decidindo autorizar, por duas vezes, num final de tarde, no último dia 08 de julho, que o ex-presidente Lula, - condenado por crimes graves e cumprindo sentença justa, - seja solto?

Não foi como se o senhor não admitisse que é “autoridade absolutamente incompetente”, para aceitar ou não um habeas corpus do ex-presidente, já que o mesmo TRF-4 havia ordenado a prisão, chancelada depois pelo Supremo Tribunal Federal, como afirmou o Juiz Sergio Moro, no ofício que enviou à PF?

O Desembargador Gebran Neto, relator dos processos da Operação Lava Jato no TRF4, por sua vez, não se viu constrangedoramente obrigado a revogar sua “decisão ilegal”?

O senhor teve “zelo com o interesse público”, ao agir assim? Absolutamente não! Até porque temos sido afrontados pelos atos inescrupulosos e exaustivamente comprovados do homem que o senhor – sabe-se lá por quais razões inconfessáveis - quer ver livre.

Dá para pensar até que o senhor não resistiu em experimentar aquela máxima “Vale tudo por alguns momentos de luzes e fama”. Nem que seja “de má-fama”. E não é que o senhor teve esses momentos? Pena que eles duraram bem menos do que “um dia de plantão”.

Em compensação, causaram alvoroço. Impacto. Que cenas! Uma espécie de “intervenção judicial desesperada, breve, e mal vinda”. Daria um filme tragicômico de “curta metragem”.

De repente, o senhor foi apontado como “prepotente”. “Perturbador da ordem judiciária”. “Inimigo do povo”. E outros adjetivos e expressões que não seria educado mencionar aqui.

O repúdio foi geral. Crescente. Justíssimo.

Não faltou ação ou suspense. Nem mesmo no desfecho, quando o Presidente do TRF4 fez a sua aparição. Então, com a lisura e a classe, exigidas pelo seu cargo, suspendeu a “decisão pretensiosa e fora de competência”, deliberadamente tomada pelo senhor durante o seu aborrecido papel como “plantonista judicial”. E, - adivinhe, - ela vai sofrer penalização.

Só resta ao senhor sabe o que? Alegar “surto passageiro e dominical de um solitário e apagado “desembargador-plantonista”, ludibriado pelo falso e mal-intencionado brilho da estrela do PT”. E contratar o Dr.Zanin, advogado e admirador do ex-presidente Lula, para fazer a sua defesa.

Cá entre nós. Valeu o vexame de acatar ilegalmente o pedido leviano de três deputados petistas, para libertar imediatamente quem não deveria e nem deve ser libertado? E muito menos sob o ridículo argumento de “falta de fundamento jurídico"?

A propósito, como articuladores dessa trama, eles vão interceder a seu favor?

O que a OAB diria sobre tão primário e ultrajante desempenho de um desembargador apoiado por ela, e incentivado a agir sem respaldo jurídico, inclusive por um ex-presidente seu?

Ou será que essa “Ordem” prefere, convenientemente, “lavar as mãos” e “engolir em seco”, enquanto nossa sociedade, angustiada, indignada, clama por “servidores leais” que mereçam aplausos?

L. Oliver

Redatora e escritora, com diversos prêmios literários, e autora de projetos de conscientização para o aumento da qualidade das sociedades brasileira e global. Participa do grupo Empresários Associados Brasil, que identifica empresas e profissionais em busca da excelência em produtos e serviços no país e no Exterior. Criou e administra o grupo “Você tem poder para mudar o Brasil e o mundo”, de incentivo à população no combate à corrupção. https://www.facebook.com/groups/1639067269500775/?ref=aymt_homepage_panel

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