PMDB na TV dá clara demonstração de que o rumo escolhido é de apoio ao impeachment

Ante as dificuldades que a presidente Dilma Roussef sempre teve para dialogar com as lideranças políticas, o programa que o PMDB levou ao ar esta semana, destaca a importância do diálogo.

Num momento em que a presidente Dilma Roussef é fortemente acusada de ter usado a mentira para vencer às eleições, sua popularidade desaba e o governo enfraquece, o PMDB, em tese seu principal aliado, o partido do vice-presidente, apresenta um programa eleitoral de linha totalmente independente, focando que justamente não tem medo da verdade, ou como diz o próprio Michel Temer no fechamento de uma das inserções: "o PMDB não tem medo da verdade que virá".   

Além de Temer, estrelaram as inserções peemedebistas, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Em um dos filmes, Eunício Oliveira, líder do partido no Senado, afirma que "o Brasil está pronto para acertar as contas com a verdade". "Nada pode barrar a verdade", enfatiza.

Na sequência, Temer destaca: "Nada pode parar o Brasil". A propaganda se encerra com a mensagem de um locutor: "O Brasil quer e vai avançar."

Denunciado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara diz que "cada um tem a sua verdade" e ele tem a dele. Sem citar as acusações de que recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Cunha destacará no filme que "chegou a hora de escolher que Brasil queremos".

O presidente do Senado também protagoniza um dos vídeos do PMDB. No filme, ele diz que opiniões divergentes são "necessárias" em uma democracia, sem mencionar nenhum episódio.

Em gravada pelo senador Romero Jucá (RO), pela presidente do PMDB Mulher, Fátima Pelaes, e pelo ex-ministro Moreira Franco, os peemedebistas dizem que o Brasil tem de "mudar de direção", depois de ter feito "apostas que não deram certo". 

Os vídeos foram veiculados na terça (1º), na quinta (3) e no sábado (5).

Paralelamente, Michel Temer pelo menos em duas ocasiões, no últimos dias, fez declarações que demonstram uma postura de distanciamento da presidente.

Temer disse a uma plateia de empresários em São Paulo, que Dilma não resistiria à falta de popularidade. E, num outro momento, assinalou que alguém teria que unir o país para lidar com a crise.

Em novembro, o PMDB discutirá em um congresso nacional se deixa a base de apoio ao governo Dilma Rousseff. 

O programa de TV é uma clara demonstração de que prepara o caminho para apoiar o impeachment da presidente.

É o que todos no PMDB querem.

Vamos aguardar.

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Veja uma das inserções:

da Redação

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