Dez anos depois de ser chamado de veado e maconheiro, ex-ministro dá o troco em ex-governador

Vingança é um prato que se como frio.

Há quase 10 anos, exatamente em setembro de 2019, o então todo poderoso André Puccinelli, que com mãos de ferro governava o estado de Mato Grosso do Sul, durante uma reunião com empresários e industriais em Campo Grande (MS), ofendeu grave e despudoradamente o então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Puccinelli discordava do Zoneamento Agroecológico da Cana, de autoria de Minc, que vetava o uso da Bacia do Alto Paraguai (BAP) para usinas e lavouras de cana. De acordo com o governador, o Zoneamento Econômico Ecológico estadual era idêntico ao elaborado pelo governo federal.

"Não quero pôr usinas. Quero plantar cana (...) O medo que se tem é de contaminar os rios com o vinhoto, mas hoje até o vinhoto serve de fertilizante", declarou o governador.

Em resposta à acusação de Puccinelli, a Assessoria de Imprensa do ministro divulgou nota em que caracterizava o governador como "um truculento ambiental que pretendia destruir o Pantanal com a plantação de cana-de-açúcar".

André Puccinelli, em resposta, disse que Minc era 'veado' e 'maconheiro' e, fazendo alusão a Meia-Maratona Internacional do Pantanal, que seria realizada no mês seguinte, disse que o ministro poderia participar, e complementou: "Eu o alcançaria e estupraria em praça pública".

Presentemente, o ex-governador encontra-se preso, envolvido em casos escabrosos de corrupção.

Minc foi à forra. Veja abaixo:

da Redação

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