Quando eu era esquerdista, um grandessíssimo idiota

Há uns anos atrás, ainda um completo esquerdista que, claro, não me via ou sequer assumia o viés revolucionário, repetindo o bordão "nem esquerda, nem direita", sem parar, dizia à minha mãe, que morava num apartamento perto de uma Sinagoga, aqui no Rio de Janeiro, que iria hastear uma bandeira da Palestina, na janela.

Vejam o nível de imbecilidade, de estupidez e ignorância.

O ato, que hoje me enche de vergonha, era tido por mim como um feito, um gesto de bravura.

A melhor doutrinação, que minha geração foi submetida em todas as esferas de ensino, público ou privado, é a invisível, não escancarada, homeopática.

Você, pouco a pouco, é transformado em anti-Israel, anti-EUA, anti-Ocidente, se colocando, literalmente, contra tudo que nos trouxe até aqui.

Um dos "chamados" que, à época, me acordaram um pouco foi a ligação de minha avó Lucia, a pessoa que mais amei nesta vida, me ligando para reclamar de um trecho de uma música minha onde criticava Deus abertamente, n'outro gesto "revolucionário". Nunca senti tanta vergonha. Me calei e pedi desculpas, mas, no fundo, continuei me achando um rebelde, um valente que desafiava o "status quo".

Os professores, conscientemente, não só nos derrubaram dos "ombros de gigantes", como queriam que os matássemos como se anões fossem. Hoje, continua exatamente a mesma coisa. Até à faculdade. Na faculdade a dose homeopática de marxismo passa de 1mg para 1kg, diariamente, mas disso todos sabemos.

Por isso, hoje tenho uma paciência tremenda, em especial com quem é mais novo, quando vejo declarações idiotas. Porque eu já fui um grandessíssimo idiota.

João Ferreira

de Brasília (DF)

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