O conluio entre Dias Toffoli e o Banco Mercantil

O pequeno Banco Mercantil - o mesmo onde o ministro Dias Toffoli recebe depósitos mensais oriundos de uma conta corrente pertencente a advogada Roberta Rangel, sua sócia na época da advocacia e que em 2013 tornou-se sua esposa - emprestou-lhe 900 mil reais, a juros módicos, bem camaradas, coisa de banco para ministro.

Todavia, o que causa calafrios na relação entre o ministro e o Mercantil prende-se ao fato de que em 2015, a área técnica do banco constatou indícios de lavagem de dinheiro nas transações bancárias envolvendo o ministro e a advogada.

A orientação em casos como esse é imediata comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, o órgão de inteligência do Ministério da Fazenda que registra as operações num banco de dados e, a depender do caso, encaminha os indícios para as autoridades competentes, como a polícia ou o Ministério Público.

O caso de Toffoli foi esquecido em alguma gaveta de algum diretor da instituição financeira.

Um outro fato a ser acrescentado, que torna o caso mais grave, reporta-se a constatação de recebimentos de supostos honorários advocatícios por parte da advogada Roberta Rangel, oriundo de empresas envolvidas no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história do país, patrocinado pelo PT, partido a qual a dupla advogou durante muitos anos.

Vale lembrar, por oportuno, que esse mesmo Toffoli assume a presidência do STF em setembro.

Fonte: Revista Crusoé

da Redação

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