O silêncio da grande imprensa com relação à “mesada” de Toffoli é mais grave que qualquer Fake News

Quem cala... Consente!

O momento atual é espantoso, pela gama de fatos impensáveis que pululam nos noticiários, a toda a hora.

Submetida a bombardeio psicológico implacável, a sociedade retrai-se, paralisada pela perplexidade. É que o tempo de reação é sempre maior do que a velocidade com que evolui o cenário, o que ajuda a resguardar até mesmo evidências das mais insólitas anomalias.

Recentemente, uma revista eletrônica denunciou a existência de conta bancária em nome de um ministro da Corte Suprema, na agência de Brasília de um banco pouco conhecido, onde receberia depósito mensal de R$ 100 mil.

A falta de repercussão surpreende, e o silêncio da mídia é ensurdecedor. Sintomática, também, é a ausência do Ministério Público, órgão de pertinaz diligência ao revolver casos antigos, extintos pela Lei da Anistia. A única providência conhecida foi uma proposta precipitada de “impeachment”, feita por um parlamentar. Porém, o silêncio mais retumbante é o da parte interessada.

A omissão de resposta a uma acusação dessa gravidade leva a excluir as hipóteses de calúnia ou difamação. Afinal, está consagrado na consciência popular, que: “Quem cala, consente”.

A propósito, a palavra de ordem da grande mídia, que se acostumou a transformar informação em opinião, é de alerta geral contra as “fake news”, o que também ajuda a abafar o caso.

Desde que não há efeito sem causa, o assunto permanece em aberto, para reflexão. Como é possível, hoje em dia, evitar a orquestração de um escândalo?

Enquanto isso, rola na massa o outro ditado: “Onde há fumaça, há fogo”.

(Texto de Maynard Marques de Santa Rosa. General de Exército, na reserva.)

Artigo publicado originalmente no Blog Alerta Total

da Redação

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