Geraldo Alckmin na Globo News: “Sou bonzinho, então não respondo...”

Experiente, paternal, aparenta uma excessiva e ensaiada tranquilidade, que a mim me parece defesa transformada num estilo que soa forçado e não casual. Coisa meio que de personagem de si mesmo, não tem? Ou de quem toma uma dose dupla de Rivotril “on the rock’s” antes de entrar em cena (e quem nunca, né?).

É sócio fundador de muitas das políticas equivocadas que nos trouxeram até aqui.

Tem propostas para o Brasil? Sim, sem dúvidas. Algumas claras. Outras nem tanto e muito superficiais e confusas. Prolixo e pouco didático para quem começou a vida dando aulas em cursinhos pré-vestibulares. Não empolga nem entusiasma, pois usa o velho e esfarrapado discurso dos políticos clássicos com frases e gestos que buscam sempre o “politicamente correto”. Um pouco démodé. Algo assim como uma fruta que passou do ponto e está ardida de tão madura.

Como todo bom tucano, jamais sai de cima do muro em questões cruciais. Também maquia números e faz polimentos nas palavras quando enfrenta questões polêmicas e controversas. Tipo assim: - “Sou bonzinho, então não respondo...”.

Não consigo conhecer o que de fato ele pensa, enquanto homem e como líder. Um enigma!

É uma opção de candidatura conciliadora que talvez seja necessária no andar da carruagem. Fez um golaço ao conquistar Ana Amélia Lemos (PP) como candidata à Vice.

Cheguei a ter sono no curso da entrevista.

Me lembrou o Apocalipse 3:15-16: ‎"Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito."

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia

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