Brasil: sanatório geral subvencionado

Acabei de assistir um vídeo onde o candidato à Presidência da República, Cabo Daciolo, está no alto de um morro ("monte") orando e jejuando, como estratégia para chegar à Presidência. Segundo suas palavras, "Deus" traçou como estratégia ele ir para o monte orar, pois os iluminattis tentarão matá-lo através da maçonaria e blá blá blá...

Bem, nós sabemos que um fundamentalista religioso não terá a menor chance de ganhar coisa alguma. Mas o que eu faço como leitura disso é algo mais profundo e mais sério do que o candidato. É a necessidade urgente de uma reforma política, acabando de vez com partidos nanicos como o tal "AVANTE", que dá sustentação a um ‘coisa’ como ele.

Só que sustentar partidos nanicos compostos por afetados ou partidos grandes composto por vagabundos e futuros presidiários custa caro e é o dinheiro dos nossos impostos que sustenta essas aberrações. Todos os partidos têm direito - proporcionalmente - a um fundo partidário estabelecido pela Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995. E o pior... dos 35 partidos existentes, 36 não servem pra nada.

Neste ano, o Orçamento da União reservou R$ R$ 888.735.090,00 para o Fundo Partidário e outros R$ R$ 1.716.209.431,00 para o "fundo eleitoral". De acordo com a lei, 5% do total do Fundo Partidário são distribuídos, em partes iguais, a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no TSE, e 95% do total do Fundo Partidário são distribuídos às legendas na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.

Só de "fundos" são mais de R$ 2,6 bilhões, fora os custos anuais absurdos do Congresso, que ultrapassam R$ 6,2 bilhões por ano, superando inclusive o orçamento de vários Estados!

Do fundo eleitoral, o PT vai receber mais de R$ 212 milhões para a campanha de um candidato preso por corrupção e que está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. MDB receberá 234,2 milhões e o PSDB 185, 8 milhões. O Avante do aloprado Daciolo receberá R$ 12,4 milhões. É uma verdadeira farra com o dinheiro público.

Toda essa grana vai para partidos grandes e pequenos, sustentando um bando de vagabundos que apenas roubam a nação, ou, se não roubam, apresentam-se como loucos varridos como o caso já citado. Quantos hospitais e escolas poderiam ser construídos com esse dinheiro? Quantas estradas poderiam ser recuperadas? E o governo ainda vem falar em reforma da Previdência...

O fato de o governo, por Lei, destinar mais de R$ 2,6 bilhões para agremiações políticas que nada fazem pelo país, só me faz acreditar que não temos miséria, que temos o PIB mais alto do planeta, que vivemos na ilha da fantasia, ou, de verdade, isso aqui já virou um sanatório geral e o Cabo Daciolo, com toda a sua viagem na maionese é apenas mais um entre os loucos. E isso me indica apenas uma coisa: Uma reforma política séria teria que ser feita não só pra eliminar esses partidos, mas também para acabar com a sangria que todos eles fazem no dinheiro público.

Mas eu creio que louco não é o Daciolo... Loucos somos nós, senão frouxos, que admitimos trabalhar 5 meses apenas para pagar os impostos que sustentam essa vergonhosa classe política composta por doidos ou vagabundos. E suportamos calados porque domingo tem praia, futebol e quem sabe... Uma nega chamada Tereza.

Ah...em tempos de mimimi é sempre bom explicar: O "nega chamada Tereza" não é racismo, viu? A frase é da música "País Tropical", feita por um negro chamado Jorge Benjor. Que fique bem explicado.

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Mais de Marcelo Rates Quaranta

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