Bolivarianismo: o embate final

Em 2008, em Brasília, os presidentes Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Lula criavam a Unasul. Não era a Ursal mencionada por Cabo Daciolo, pois cada um tinha seu próprio plano nacional de bolivarianismo, de controle sobre as massas ignaras para as quais preconizava o próprio Simón Bolívar a utilidade indispensável de um governo forte, sem espaço para dissidências.

Em dez anos, as massas latino-americanas provaram-se mais inteligentes do que o previsto por Bolívar, Chávez, Cristina e Lula.

Na América do Sul, apenas Bolívia e Venezuela seguiram a cartilha preconizada pela entidade, com os resultados que se poderia adivinhar na década passada.

Sobrou a sede da entidade bolivariana, em Quito, construída ao custo de 44 milhões de dólares, gerando despesas contínuas de manutenção com o meu dinheiro, o seu, o dos chilenos, dos peruanos...

Iván Duque, novo presidente da Colômbia, eleito pelo repúdio de seu povo ao populismo, decidiu pela saída de seu país da Unasul.

Despesa a menos para essa nação admirável, que resistiu ao assédio violento de décadas de narcoguerrilha socialista.

Torço para que elejamos no Brasil um presidente que em janeiro de 2019 faça o mesmo e tire nosso país desse monumento ao perfeito idiota latino-americano. Nos livre da cumplicidade com esse pensamento autodepreciativo e autocomplacente patenteado por Bolívar, resgatado com violência por Chávez e seus admiradores, Lula e Cristina: a ideia de que somos massas imbecis a ser guiadas por déspotas iluminados.

Iluminados pelo fogo do inferno, é claro.

Aurélio Schommer

Membro do Conselho Curador na Fundação Cultural do Estado da Bahia - Funceb e Membro Titular no Conselho Estadual de Cultura da Bahia.

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