Rolê pela Moda: Madonna, Aretha Franklin, Roberto De Niro, Festival de Cinema de Gramado e inovação no Marketing

Madonna comemora seus 60 anos + Eterna Aretha Franklin, Rainha do Soul, morre + Robert De Niro completa 75 anos de sucessos e talento + 46° Festival de Cinema de Gramado + Jogadores do Bahia inovam no marketing

Madonna comemora seus 60 anos com uma trajetória fashionista e histórica

Madonna está a todo vapor por conta de sua festa de 60 anos, que acontece em Marrakech. Para brilhar nesta noite tão especial, ela elegeu um vestido Gucci pink e acessórios poderosos da marca Erickson Beamon. A inspiração de seu look tem a ver com os povos Berberes, nômades que habitam os desertos do norte da África. “Finalmente é meu aniversário! Eu sobrevivi! A vida é linda! Obrigado aos meus fãs e amigos de todo o mundo!”, escreveu ela nas últimas postagens.

Madonna, a lenda viva do showbiz, completa 60 anos. Glamurama, fã de carteirinha da musa, a homenageia com uma linha do tempo de seu estilo, traçada desde o início de sua carreira, no anos 1980, até os dias de hoje. Madonna sempre foi aberta a vestir estilistas diversos, conhecidos ou não do mainstream. O que se conclui com a cronologia fashion da Material Girl, é que ela vai adicionando ao seu estilo tudo o que usa ao longo dos anos, chegando a um mix cheio de referências e único. Espia só!

Madonna

Anos 1980

Na década de 1980, quando lançou, em 1983, o disco de estreia de sua carreira solo – “Madonna”, ela já começou a influenciar o público feminino com seu estilo. Há quem diga que seu visual da época, composto por tops de renda, saias sobre calças capri e meia arrastão combinados a crucifixos, pulseiras e cabelos descoloridos, foi cria do estilista e designer de joias Maripol. Foi naquela década, em 1985, que Madonna fez sua primeira turnê pelos Estados Unidos, a “The Virgin Tour”, com os Beastie Boys abrindo grande parte dos shows. Pelos espetáculos, fileiras de meninas usando saias de filó e calças capri, luvas de renda, rosários, laços no cabelo e brincos de argola – ícones do estilo de Madonna naquele período. Como esquecer? Entre os anos 1985 e 1989, foi casada com Sean Penn.

Anos 1990

Nos anos 1990, ela já era a dona do pedaço. Sua turnê “Blond Ambition World Tour”, com danças provocantes e o objetivo de quebrar tabus inúteis, foi considerada pela “Rolling Stone” como a melhor turnê daquela década. Foi no figurino do espetáculo que Madonna usou o icônico corset com sutiã em forma de cone criado por Jean Paul Gaultier. Com sua performance de “Like a Virgin”, durante a qual dois bailarinos acariciaram seu corpo, incomodando a Igreja Católica. O Papa João Paulo II, através de fiéis, mobilizou o público em geral e a comunidade cristã a não comparecer aos shows. Naquela década, imagens provocantes foram sua marca registrada.

O erotismo ganhou força quando Madonna embarcou na turnê “The Girlie Show”, em 1993, onde se vestia como uma dominatrix cercada por dançarinas de topless. Em presenças em programas de TV, não perdia a oportunidade de usar palavrões. No cinema, participou de filmes com sexo explícito e lançou o livro “Sex”, com fotos pornográficas, incluindo sadomasoquismo, por Steven Meisel. Tudo isso levou críticos a referirem-se a Madonna como uma renegada sexual e afirmarem que “ela tinha ido longe demais”. Só que não…

Anos 2000

Com a virada do milênio, Madonna deixou seu lado maternal falar mais alto. Foi mãe de Lourdes Maria em 1996, e quatro anos depois veio Rocco. Apesar de seu relacionamento com o cubano Carlos Leon, pai de Lola, não ter durado muito, seu casamento com Guy Ritchie perdurou de 2000 a 2008. Após o nascimento da primogênita, Madonna começou a manifestar interesse pelo misticismo oriental da Cabala, para o qual foi apresentada pela atriz Sandra Bernhard, em 1997. O seu sétimo álbum de estúdio, “Ray of Light”, refletiu esta mudança em sua percepção e imagem. Seu estilo nesta década foi muito mais contido, mas ainda com presença de ousadia em doses muito menores. Madonna adotou também o estilo esportivo e conquistou o corpo musculoso.

Anos 2010

Da esquerda à direita: Madonna com vestidos Givenchy nos galas do MET de 2015 e 2016, respectivamente, e a artista durante apresentação em homenagem a Prince no Billboard Music Awards 2016 || Créditos: Getty Images

De lá pra cá Madonna, como toda mulher, amadureceu seu estilo. Acontece que, em se tratando dela, a maturidade chegou trazendo um processamento de tudo aquilo que ela já usou ao longo de sua carreira. A idade também trouxe à Madonna engajamento político latente. Ela nunca foge à uma luta social e, vira e mexe, explora seu visual a favor de suas causas. Um exemplo é quando foi ao gala do Metropolitan, em 2016, a bordo de produção com bumbum e seios à mostra, look criado para ela pela Givenchy. Na ocasião, Madonna disse em seu Instagram que o look tinha como viés “declaração política” em prol da luta contra a ideia de que mulheres deixam de ser sexy a partir de certa idade.

*Madonna nasceu em Bay City, Michigan, em 1958. Mudou-se para Nova York em 1977 para seguir carreira na dança moderna. Antes de tocar sua carreira solo, fez parte dos grupos musicais Breakfast Club e Emmy. Seu primeiro CD foi lançado em 1983 e hoje ela conta com 13 álbuns de estúdio. Ao longo de sua carreira, foi elogiada pela produção diversificada de músicas, engajadas para chamar atenção para controvérsias religiosas e sexuais.

Cantora Madonna no lanamento de The Beatles Eight Days a Week - The Touring Years em Londres em setembro de 2016

Aretha Franklin, a eterna "rainha do soul"

Aretha Franklin morreu aos 76 anos, informou o empresário da cantora. Diagnosticada com câncer em 2010, ela estava "gravemente doente". A causa da morte foi "câncer de pâncreas em estágio avançado", segundo comunicado divulgado para a imprensa, citando o médico de Aretha. Ela deixa quatro filhos.

Criada no gospel, formada pelo rhythm and blues e fluente em jazz e pop, Aretha Franklin passou a ser conhecida como a "Rainha do Soul" por suas sete décadas de performances eletrizantes.

Da igreja de seu pai aos principais palcos dos Estados Unidos, Franklin cantou para os paroquianos e presidentes, e deixou sua marca nos fãs de música de todo o mundo.

Aretha Franklin sempre teve seu estilo próprio e marcante. Desde sempre sua grande marca foram roupas minimalistas com um toque de brilho, mesmo para época ela sempre foi um passo à frente na moda e na musica.

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Talvez mais conhecida pelo poder vocal por trás de sua fachada feminista em "Respect", de Otis Redding, Franklin foi uma inspiração para várias gerações de divas do pop.

Sua voz de clara sonoridade e suas quatro oitavas abriram caminho para estrelas de diversos estilos como Mariah Carey e Whitney Houston - cuja mãe, Cissy Houston, era backing vocal de Franklin -, assim como para Alicia Keys, Beyoncé, Mary J. Blige e Amy Winehouse.

Seu cabelo sempre com ondas e cachos soltos, sua pele ganha uma maquiagem que valoriza, sua bijoux max são um ponto positivo no look. Para completar o vestido verde perolado com lantejoulas

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Nascida em Memphis, no Tennessee, em 25 de março de 1942, filha de C.L. Franklin, um proeminente pregador batista, e Barbara Siggers Franklin, Aretha Louise Franklin cresceu cantando o evangelho na Igreja Batista Nova Bethel de seu pai, em Detroit.

Além da sua voz com um talento espetacular, seu estilo seguia a mesma linha de personalidade. Sempre original com acessórios marcantes que completam o look.Imagem relacionadaSeu primeiro álbum - "Spirituals" - foi gravado em 1956, quando ela tinha apenas 14 anos.

Assinou com a gravadora Columbia Records em 1960, quando lançou "The Great Aretha Franklin".

Aretha Franklin nunca abandonou o seu estilo clássico e moderno. Com cores básicas como o preto e branco e suas bijoux max com brilhos e strass seu look é finalizado com cachos dourados.

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Um de seus vários sucessos de R&B entrou para os top 40 da Billboard em 1961, "Rock-A-Bye Your Baby (With A Dixie Melody)".

Mas a sua carreira realmente deslanchou quando ela assinou com a Atlantic Records em 1966 e iniciou uma colaboração com o lendário produtor Jerry Wexler, o que resultou em 14 álbuns juntos.

Aretha Franklin tinha um prazer em se sentir bem e se arrumar sempre, um efeito natural que nos palcos sempre se manteve impecável como nesse vestido branco com bordado trabalho.

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O álbum "Respect" conquistou o primeiro lugar nas paradas musicais em 1967, e acabou sendo adotado como hino dos direitos civis e dos movimentos de igualdade das mulheres.

Com "Queen of Soul", conquistou o primeiro de seus 18 prêmios Grammy e entrou para a relação da Rolling Stone como a número cinco das Maiores Músicas de Todos os Tempos.

Aretha Franklin com seu gosto requintado e sofisticado usa um casaco de pele em cima de um vestido elegante amarelo com pedrarias e um colar de strass prata para combinar.

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Em uma vertiginosa série de sucessos vieram "Chain of Fools" e a sensual balada "(You Make Me Feel Like) A Natural Woman".

"Se uma música é sobre algo que eu experimentei ou que poderia ter acontecido comigo, é bom. Mas se é estranha para mim, eu não poderia emprestar nada a ela", declarou à revista Time em uma reportagem de capa de 1968.

Em uma das suas inúmeras apaixonantes e emocionantes apresentações Aretha Franklin ela usa um vestido branco todo trabalho em bordados delicados e um casaco de pele liso branco.

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Em meados da década de 1970, seu estilo se perdeu na explosão do 'disco music', mas na década de 1980 houve um ressurgimento do interesse pelo "R&B", garantindo a ela participações especiais como no filme "Os Irmãos Cara de Pau", no qual cantou "Think."

Sua vida pessoal, no entanto, não era boa.

Ainda adolescente e solteira, Franklin deu à luz um filho aos 13 anos e outro dois anos depois. Teve mais dois filhos, e se casou e se divorciou duas vezes. Batalhou a vida toda com seu problema de peso e com o alcoolismo.

Um talento nato para música que se aliava ao seu bom gosto para as roupas. Aretha Franklin sabia o que vestia e qual imagem ela queria passar: de uma mulher negra que veio para mudar a industria da moda e da música.

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Seu pai foi baleado em um assalto em 1979 e passou cinco anos em coma para depois morrer aos 69 anos, em 1984.

Mas nada ofuscou sua realeza musical. Em 1968, cantou no funeral do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr.

A musa ao passar dos anos foi ganhando mais e mais destaques e em cima dos palpos o brilho do amarelo em seu vestido foi se tornando uma peça corriqueira.

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Ela também cantou, em 2011, no memorial dedicado a King em Washington, fazendo a multidão ficar extasiada com sua interpretação do hino gospel "Precious Lord."

Se apresentou na cerimônia de posse de três presidentes: Jimmy Carter, Bill Clinton e Barack Obama, o primeiro chefe de Estado negro do país.

E em 2015 cantou "Amazing Grace" quando o papa Francisco visitou a Filadélfia.

Uma grande performance merece um traje adequado, Aretha Franklin abusava e ousava nas plumas e equilibrou o look com um vestido branco trabalhado na renda para acompanhar o max colar de prata.

Em 1987, Franklin se tornou a primeira mulher a entrar para o Hall da Fama do Rock and Roll.

"Ela assumiu muitos papéis - a devota cantora gospel, a sensual sereia do R&B, o fenômeno pop, Lady Soul - e dominou todos eles", afirma a sua biografia no Hall da Fama.

Franklin alcançou o topo do sucesso pop em 1987 com "I Knew You Were Waiting (for Me)", cantada em dueto com George Michael.

Aretha Franklin nunca perdeu a sua essência e manteve os seus gostos e trejeitos de usar roupas mais minimalistas com max bujoux. Ela foi homenageada pelo Centro Kennedy em 1994 e 2005, e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior distinção civil americana.

Franklin continuou a cantar ao longo dos anos 2000. Lançou um álbum de duetos com Houston, Carey e Blige em 2007 e recebeu Adele, Barbara Streisand e Sinead O'Connor em seu álbum de 2014, "Aretha Franklin Sings the Great Diva Classics."

Em setembro de 2017, anunciou a sua aposentadoria, mas em novembro de 2017, ainda cantou no aniversário de gala da Fundação Elton John para a Aids, onde parecia muito frágil.

O dourado lhe caiu muito bem nessa composição, mesmo sendo o prata a sua predileção. Imagem relacionada

Apesar dos planos de continuar cantando, sua doença forçou-a a cancelar, em 25 de março, o show para marcar seus aniversário de 76 anos.

Ao anunciar sua aposentadoria, disse que era muito abençoada.

"Eu me sinto muito, muito enriquecida e satisfeita com relação a de onde minha carreira veio e onde está agora", declarou na ocasião.

Um visionária na música e na moda, Aretha Franklin se vai e deixa um repertório de grandes músicas e muita inspiração fashion.

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Robert De Niro: 75 anos de sucessos e talento

Hoje, 17 de agosto, o famoso ator Robert De Niro completa 75 anos de vida. Nesse sentido, o Espalha-Factos fez um pequeno revisitar a algum do seu legado cinematográfico.

Robert De Niro é um homem discreto fora das telonas mas ao interpretar e para dar vida aos inúmeros filmes que o ator fez, coube a o dever de entrar no personagem de almo e corpo, inclusive no vestuário.

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Às vezes podem pensar que é Al Pacino, dada a agressividade em comum. Outras vezes, confundem o sinal que leva pouco acima da bochecha com aquele que é o ícone de Marilyn Monroe, embora esse categorizasse o lado esquerdo da sua face e não o oposto. Em Los Angeles, a cidade dos sonhos e também do cinema, é bem possível que um taxista lhe faça vaga referência, caso a gorjeta pela boleia seja, na perspectiva do condutor, demasiado módica: “volta lá para os filmes, No Dinero“.

Nesse personagem ele

Resultado de imagem para Robert De Niro o Taxi Driver

É então que o bocado dele que, dê por onde der, todos temos em nós parte para a ação, ofendido, e nos faz fechar a porta do táxi na cara do sujeito. Mas tomemos muito, muito cuidado… Vai na volta, e ainda apanhamos Robert De Niro, o Taxi Driver (1976) mais famoso de Hollywood, ao volante, e aí é certo e sabido que não o iremos confundir, pois podemos não sair dessa situação com o bocado dele que realmente todos gostávamos de ter e, se possível, manter: a sua pinta.

>Martin Scorsese a ser conduzido por Robert De Niro em Taxi Driver (1976) (Foto: IMDb)

Desta vez o ator não iria precisar de improvisar.

Are you talkin’ to me?“, era provavelmente como começaria mesmo a tal afronta, e a partir daí já não acabava. Pelo menos, até o badass mais imponente da história do cinema americano levar a melhor. Quem viu O Touro Enraivecido (1980), Tudo Bons Rapazes (1990) ou, antes disso tudo, Os Cavaleiros do Asfalto (1973) sabe bem do que falo.

Mas já lá iremos.

O cinema é, como todas as demais artes, subjetivo. “Eu gostei bem mais dele no ‘Silver Linings Playbook’, mas de longe!“, responderia, legitimamente, um jovem cinéfilo quando confrontado com a outra prestação de Robert De Niro em Sem Limites (2011). De facto, o pai de um louco é sempre mais relacionável do que um homem de negócios com a mania dum chico-esperto. Especialmente quando a vítima em questão é, em ambos os casos, Bradley Cooper.

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Mas convém não esquecer que, apesar de ter estado 21 anos sem qualquer nomeação para Oscar, entre O Cabo do Medo (1991) e ‘Silver Linings Playbook‘ (Guia para um Final Feliz) (2012), Robert De Niro consta da lista dos atores mais reconhecidos não só por quem faz parte do negócio, e também não só em Hollywood – em 2011, foi o presidente do júri no Festival de Cannes -, como pela generalidade do público.

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Quem não deixou de parte esse reconhecimento, e até a admiração, foi o realizador Martin Scorsese. São já oito – a caminho das nove, a contar com The Irishman (2019) – as colaborações entre o cineasta e Robert De Niro. E, entre elas, podemos encontrar alguns dos maiores clássicos do século passado, quase todos em volta de cenários criminosos pelos quais qualquer cinéfilo que se preze terá invariavelmente de passar.

O filme ainda nem estreou e já é assunto! Temos Robert De Niro com um palito azul marinho elegante com uma gravata com tons terrosos

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Sem saberem o que os esperava, naturalmente, Scorsese e De Niro começaram a sua obra conjunta, uma clara simbiose cinematográfica como existem poucas (talvez até nenhuma), em 1973, com o filme Os Cavaleiros do Asfalto. Robert De Niro dava, na altura, os primeiros passos no que toca a encarar personagens violentas no grande ecrã – o que veio mais tarde a tornar-se na sua marca -, e Martin Scorsese filmava apenas a sua terceira longa-metragem. Nesse filme, o Johnny Boy de De Niro devia dinheiro a toda a gente, porque o estoirava no jogo.

>Robert De Niro em Os Cavaleiros do Asfalto (1973) (Fotografia: IMDb)

Era portanto Harvey Keitel quem protagonizava, através de uma personagem (Charlie) que mantinha sobre Johnny Boy uma certa responsabilidade. Mas não foi por isso que Keitel brilhou assim tanto que deixasse De Niro passar despercebido: o seu lado mais cómico, embora com Johnny Boy a ter alguns acessos de agressividade pelo filme fora – as cenas de luta são de uma beleza rara -, também nos fez notar na sua versatilidade, mais tarde exposta no seu pleno em O Rei da Comédia (1982) e, não com tanto tempo de ecrã mas com a dedicação do costume, em Brazil: O Outro Lado do Sonho (1985).

O realizador deste Brazil, Terry Gilliam (membro do grupo de comédia Monty Python), assumiu que tanto ele como a equipa técnica estavam deliciados com a ideia de ter o ator no elenco. Porém, com o passar do tempo e das filmagens, chegaram à conclusão de que De Niro e as suas “obsessões” com detalhes e necessidades por mais e mais “pesquisa” se tornavam gradualmente mais irritantes. Gilliam sugeriu até vontade de estrangular o ator. Apesar disso, Robert De Niro garantiu ter tido uma experiência fantástica em Brazil: O Outro Lado do Sonho, e mostrou-se até prazerosamente disposto a trabalhar com Terry Gilliam de novo.

Escusado será dizer o que realmente sucedeu. Ou não sucedeu.

Seguiram-se então Taxi Driver e New York, New York (1977). O primeiro, de visualização obrigatória em qualquer aula de cinema, mostrava o atropelar dos dias de Travis Bickle, um veterano da Guerra do Vietname perdido e sobretudo solitário em Nova Iorque. Por essa altura, Robert De Niro já tinha arrecadado um Oscar de Melhor Ator Secundário quando deu continuidade à personagem de Marlon Brando, Vito Corleone, em O Padrinho: Parte II (1974). A prestação em Taxi Driver vinha somente confirmar o que até então se pensava: tínhamos um gigante às portas de Hollywood, e por isso era preciso retirar dele o que nele havia de melhor.

Mas era, efetivamente, para a confusão que se construía este Robert De Niro.

Desde Al Capone a Jake La Motta, sem esquecer o Dwight de A Vida Deste Rapaz(1993), onde teve a incrédula e exclusiva oportunidade de poder esbofetear um dos então meninos mais queridos de Hollywood (Leonardo DiCaprio), De Niro já se vestiu dos vilões mais tramados com quem qualquer ator pode contracenar.

De Niro para esse vilão usa um coat xadrez berry por baixo de um palito marrom e uma gravata bem divertida.

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Assim, nunca é demais relembrar as sensações que só atores como este conseguem transmitir, ou provocar, ao público. N’Os Intocáveis (1987), De Niro é um monstro. Até mesmo Al Capone devia ser um anjinho ao pé dele. Mas, depois de uma guerra bem difícil de travar e com algumas baixas, a equipa do lado bom, composta por Kevin Costner, Sean Connery, Andy Garcia e Charles Martin Smith lá conseguiu travar o mafioso mais temido de Chicago.

Seguindo a linha básica dos outros personagens, também temos o palito, mas nessa combinação é um smoke preto com direito a gravata borboleta.

>Robert De Niro como Al Capone, em Os Intocáveis (1987) (Foto: IMDb)

Mas não pensem que, por isso, Robert De Niro também não nos pode confortar nos momentos de maior aperto. Aliás, para tal, basta ver Era Uma Vez na América(1984), o relativamente mais recente Estão Todos Bem (2009) ou Despertares(1990). Neste último, junto do ator Robin Williams, De Niro presta homenagem aos doentes de encefalite letárgica, que os deixa quase completamente paralisados, com uma prestação inesquecível que, uma vez mais, veio provar a sua capacidade de se reinventar.

Mas é em Era Uma Vez na América que Robert De Niro realmente se eleva ao estatuto de imortal junto de uma panóplia de atores que, vai a ver-se, e não é assim tão extensa quanto isso. O seu Noodles, que como em Despertares fora representado também por outro ator – com direito ao mesmo sinal de De Niro e tudo -, ficou para a história como uma das personagens do cinema mais bem construídas até hoje.

Robert De Niro veste um palito cinza grafite acompanhado de uma gravata vermelha e como característica do personagem uma boina de época.

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O ator é ainda conhecido por não gostar se de ver no grande ecrã, embora o prefira ao palco: “Eu adormeço nos meus próprios filmes“, confessou Robert De Niro.

Não é, ainda assim, pelas suas 3h49 de duração que vamos ter vontade de dormir em Era Uma Vez na América. Pelo contrário. O filme, embora tenha saído numa das boas épocas para o cinema, tem momentos reveladores e de surpresa tal que só mesmo um realizador como Sergio Leone para o fazer. O cineasta responsável por O Bom, o Mau e o Vilão (1966) revisita, neste clássico, a vida de um gangsterde Manhattan bem desde a sua pequenez até à reta final da sua vida, utilizando cortes temporais que ficaram para a história.

Mas, por vezes, Robert De Niro também fica a perder…

Se Al Capone podia ser um anjinho ao pé dele, nem sempre tal aconteceu. O boxeur Jake La Motta, enquanto se via n’O Touro Enraivecido, perguntou à sua esposa: “Eu era mesmo assim?“, ao que ela respondeu, “eras pior“. Logo, La Motta, mesmo sem ir a ringue, venceu a Robert De Niro. Pelo menos no que toca à agressividade.

Com tanta coisa, quase nos passou a todos despercebido: Robert De Niro faz hoje 75 anos. E não é que continue a perder… mas com todas as prestações que nos tem vindo a oferecer, não será ele de certeza quem mais ficará a ganhar.

46° Festival de Cinema de Gramado começa nesta sexta-feira com mais de 40 filmes na competição

Estrutura para o Festival de Cinema de Gramado de 2018 j est pronta para receber artista e pblico Foto Edison VaraPressphoto

Fora da competição, "O Grande Circo Místico", longa de Cacá Diegues, abre o festival, na sexta-feira (16), às 18h, no Palácio dos Festivais. O filme foi apresentado em Cannes, na França, durante um dos maiores festivais de cinema do mundo, e a exibição em Gramado marcará a estreia nacional. No dia 6 de setembro, o longa entra em cartaz nos cinemas brasileiros.

Baseado em poema de 47 versos contido no livro A Túnica Inconsútil (1938), de Jorge de Lima, o longa mostra cinco gerações de uma mesma família circense, do auge ao delínio. Na saga, o cineasta, de 77 anos, descreve como a sociedade vai mudando e apresenta os novos problemas que ela tem que enfrentar, como as drogas, a violência e a pobreza.

Mostras competitivas

São nove longas nacionais e cinco estrangeiros nas competições do Festival de Gramado este ano. Além disso, 14 curtas nacionais competem pelo Kikito da categoria, e 20 gaúchos.

O festival tem a duração de 9 dias para celebrar o cinema e a cultura.

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Em paralelo,outras cinco mostras não competitivas acontecem durante a programação, todas com entrada gratuita.

Sábado, 18 de agosto

16h – Cinema nos Bairros

Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli

Centro de Reabilitação EmanuelDomingo, 19 de agosto

16h – Cinema nos Bairros

Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli

Comunidade Terapêutica Vale a pena viver
Segunda-feira, 19 de agosto

9h – Mostra Infantil

Universo Z, de Rogério Rodrigues (4 episódios)

Palácio dos Festivais

Sessão com bate-papo9h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Dr. Carlos Nelz13h30 – Mostra Longas Gaúchos

Grandes Médicos, de Luiz Alberto Cassol e Marilaine Castro da Costa

Palácio dos Festivais14h – Mostra de filmes universitários

Módulo 1

Teatro Elisabeth Rosenfeld15h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Dr. Carlos Nelz

14h – Mostra de filmes universitários

Módulo 2

Teatro Elisabeth Rosenfeld19h – Cinema nos Bairros

EMEF Dr. Carlos Nelz

Os Detetives do Prédio Azul, de André Pellenz

Terça-feira, 21 de agosto

9h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Mosés Bezzi13h30 – Mostra Longas Gaúchos

Arrieros, de Marcelo Curi

Palácio dos Festivais14h – Mostra Acessível

Teu mundo não cabe nos meus olhos, de Paulo Nascimento

Teatro Elisabeth Rosenfeld

* sessão com legendas descritivas, libras e audiodescrição15h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Mosés Bezzi19h – Cinema nos Bairros

Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli

EMEF Mosés BezziQuarta-feira, 22 de agosto

9h – Mostra Infantil

A chave do Vale Encantado, de Oswaldo Montenegro

Palácio dos Festivais

* Sessão com bate-papo9h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Maximiliano Hahn13h30 – Mostra de Longas Gaúchos

A Palestina brasileira, de Omar L. de Barros Filho

Palácio dos Festivais

14h – Mostra Acessível

Malévola, de Robert Stromberg

Teatro Elisabeth Rosenfeld

* sessão com legendas descritivas, libras e audiodescrição15h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Maximiliano Hahn19h – Cinema nos Bairros

Os detetives do prédio azul, de André Pellenz

EMEF Maximiliano HahnQuinta-feira, 23 de agosto

9h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Presidente Vargas

13h30 – Mostra Longas Gaúchos

Yonlu, de Hique Montanari

Palácio dos Festivais14h – Mostra Itália

Hotel Gagarin, de Simone Spada

Teatro Elisabeth Rosenfeld

* sessão com legendas descritivas, libras e audiodescrição15h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Presidente Vargas19h – Cinema nos Bairros

Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli

EMEF Presidente VargasSexta-feira, 24 de agosto

9h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Salgado Filho13h30 – Mostra Longas Gaúchos

Música para quando as luzes se apagam, de Ismael Canappele

Palácio dos Festivais14h – Mostra Itália

Made in Italy, de Luciano Ligabu

Teatro Elisabeth Rosenfeld

* sessão com legendas descritivas, libras e audiodescrição15h – Cinema nos Bairros

Mostra Educavídeo

EMEF Salgado Filho

19h – Cinema nos Bairros

Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli

EMEF Salgado FilhoLongas-metragens brasileiros

  • “10 Segundos Para Vencer” (RJ), de José Alvarenga Jr.
  • “O Banquete” (SP), de Daniela Thomas
  • “Benzinho” (RJ), de Gustavo Pizzi
  • "O Avental Rosa" (RJ), de Jayme Monjardim
  • “A Cidade dos Piratas” (RS), de Otto Guerra
  • “Ferrugem” (PR), de Aly Muritiba
  • “Mormaço” (RJ), de Marina Meliande
  • “Simonal” (RJ), de Leonardo Domingues
  • “A Voz do Silêncio” (SP), de André Ristum
Longas-metragens estrangeiros

  • “Averno” (Uruguai), de Marcos Loayza
  • “Las Herederas” (Paraguai/Brasil/Uruguai/França/Alemanha), de Marcelo Martinessi
  • “Mi Mundial” (Uruguai/Argentina/Brasil), de Carlos Morelli
  • “Recreo” (Argentina), de Hernán Guerschuny e Jazmín Stuart
  • “Violeta al Fin” (Costa Rica/México), de Hilda Hidalgo
Curtas nacionais

  • "À Tona" (DF), de Daniella Cronemberger
  • "Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim" (SC), de Maria Augusta V. Nunes
  • "Aquarela" (MA), de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio
  • "Catadora de Gente" (RS), de Mirela Kruel
  • "Estamos Todos Aqui" (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim
  • "Um Filme de Baixo Orçamento" (SP), de Paulo Leierer
  • "Guaxuma" (PE), de Nara Normande
  • "Kairo" (SP), de Fabio Rodrigo
  • "Majur" (MT), de Rafael Irineu
  • "Minha Mãe, Minha Filha" (ES), de Alexandre Estevanato
  • "Nova Iorque" (PE), de Leo Tabosa
  • "Plantae" (RJ), de Guilherme Gehr
  • "A Retirada Para Um Coração Bruto" (MG), de Marco Antonio Pereira
  • "Torre" (SP), de Nádia Mangolini

Curtas-metragens gaúchos - prêmio Assembleia Legislativa:

  • “À Sombra” (Canoas), de Felipe Iesbick
  • “O Abismo” (Sapucaia do Sul), de Lucas Reis
  • “Antes do Lembrar” (Porto Alegre), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes
  • “Coágulo” (São Leopoldo), de Jéssica Gonzatto
  • “O Comedor de Sementes” (São Leopoldo), de Victoria Farina
  • “Um Corpo Feminino” (Porto Alegre), de Thais Fernandes
  • “Entre Sós” (Porto Alegre), de Caetano Salerno
  • “Fè Mye Talè” (Encantado), de Henrique Both Lahude
  • “A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina” (Pelotas), de Tiago Ribeiro
  • “Gasparotto” (Porto Alegre), de Zeca Brito
  • “Grito” (Santa Maria), de Luiz Alberto Cassol
  • “Maçãs em Fogo” (Porto Alegre), de Bruno de Oliveira
  • “Movimento à Margem” (Porto Alegre), de Lícia Arosteguy e Lucas Tergolina
  • “Mulher Ltda” (Canoas), de Taísa Ennes
  • “Nós Montanha” (Porto Alegre), de Gabriel Motta
  • “Pelos Velhos Tempos” (Porto Alegre), de Ulisses da Motta
  • “Sem Abrigo” (Porto Alegre), de Leonardo Remor
  • “Subtexto” (Caxias do Sul), de Cristian Beltrán
  • “Vinil” (Porto Alegre), de Catherine Silveira de Vargas e Valentina Peroni Freire Barata
  • “O Viúvo” (Porto Alegre), de Luiz Carlos Wolf Chemale

Com 40 anos de carreira, o ator Edson Celulari é o homenageado pelo Troféu Oscarito, que reconhece os profissionais por sua contribuição para o cinema. No ano passado, a honraria foi para a atriz Dira Paes.

Ator com 40 anos de carreira Edson ser homenageado por sua contribuio para o cinema no Festival de Gramado deste ano Foto Divulgao

O festival ainda concede outros três prêmios especiais. O Kikito de Cristal, que vai para expoentes do cinema latinoamericano, vai para a atriz uruguaia Natalia Oreiro.

O ator Ney Latorraca também é homenageado, com o troféu Cidade de Gramado, e o cineasta Carlos Saldanha, com o Troféu Eduardo Abelin.

O marketing do Clube do Bahia

O Esporte Clube Bahia assim como todos os Clubes do Brasil precisam de patrocinadores para o seu time, e a marca DULAR, uma empresa de alimentos brasileira teve um ato - no mínimo inusitado, para divulgar sua marca.

Recentemente em um jogo do atual campeonato da copa do brasil, onde o Bahia foi eliminado pelo Palmeiras, a propaganda com a logotipo da DULAR nas nádegas dos jogadores foi uma jogada de marketing e diferente das habituais logotipos nas cotas dos jogadores.

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Óbvio que essa atenção visual em letras garrafais para as nádegas dos jogadores não prejudicou o desempenho do Clube, mas mostra para industria da moda, que sempre cabe mais um patrocínio, mesmo que em um lugar não tão convencional.

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PONTO DE VISTA:

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No nosso ponto de vista o rolê pela Moda tem a intenção de reunir os acontecimentos mais chocantes, impactantes e relevantes que tenham impacto na moda. Madonna comemora seus 60 anos ao lado de amigos e familiares e revimos sua trajetória como revolucionaria na moda. A Eterna Aretha Franklin faleceu, uma visionária na música e na moda, Aretha Franklin se vai e deixa um repertório de grandes músicas e muita inspiração fashion. Robert De Niro completa 75 anos de sucessos e talento, um atro do cinema de Hollywood com grandes personagens que relembramos. 46° Festival de Cinema de Gramado vem valorizando o Cinema Brasileiro e traz um evento de qualidade que move a economia para a cidade de Gramado.Os jogadores do Bahia inovam no marketing e ganham mídia e comentários nas redes.

Querem saber mais? Mais informações sobre a moda poderão ser adquiridas no http://www.anjinhadamoda.comPor hoje é só. Até o nosso próximo encontro falando de outro tema importante da moda. Espero vocês. Até lá.

Noeli de Carvalho e Silva

Editora - Jornalista e Produtora de Moda - Poetisa - Escritora de Fábulas, Contos, Estórias e Poemas Infantis.

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