Intervenção militar? Nada disso. Inteligência "versus" burrice

No decorrer das crises que se sucederam no curso dos últimos anos - e de modo especial durante o movimento dos caminhoneiros, assisti várias e consistentes manifestações populares pedindo que as forças militares fizessem intervenção pela força, para realizar uma assepsia política nas estruturas de poder.

Inúmeras vezes e por meio de diversas e estreladas fontes assisti e ouvi, também, às respostas da caserna, vindas de patentes de "alto coturno", todas no mesmo sentido, de forma clara:

"- A saída da crise só pode ser e será pelo voto!"

E está se configurando esse enredo, com as coisas ficando bem claras.

Dois militares de formação Bolsonaro e Mourão se apresentam como franco favoritos na reta de chegada deste páreo eleitoral.

E intuo que será em rodada única. Com lucidez, discernimento, esperteza, fineza, perspicácia, raciocínio, sagacidade; se vencerem, vão honrar a democracia e deixar a classe política apodrecida sentada no chão sem discurso e sem bandeira.

Num tiro só, vão aposentar toda uma geração de lobos sedentos pelo poder. Literalmente vão tirar a escada e deixar a "corja" pendurada no pincel. Sem golpe, sem desrespeito à ordem Constitucional, sem uso da força. Nos braços do povo. Tudo anunciado antes, de forma clara:

"- Obediência à soberania popular".

Engraçado nisso tudo é ver o "sistema Globo" ajustar as velas aos novos ventos.

Devagarinho! Bem devagarinho... A senha da mudança está dada. Dois civis. Pelo voto! Inteligente, não?

P.S. (Explicando para quem não consegue interpretar um texto : não defendo e nem condeno os candidatos referidos nesse post. Apenas digo que a “elite” militar pode tomar o poder pelo voto. Sem golpe. Com inteligência. Jogando as regras do jogo. Ponto).

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia

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