A parábola do pasto

Andando por uma trilha vinham dois homens, um muito sábio e o outro muito ignorante, cujos cavalos haviam fugido e os deixado a pé. Jà andavam por várias horas e a fome apertava cada vez mais.

Em dado momento encontraram um capinzal e no meio desse capinzal havia uma árvore frondosa, cujos frutos estavam no lugar mais alto da copa. Porém o tronco era liso e não permitia a subida.

Mais ao lado da árvore, havia pedaços de pau e alguns cipós soltos. O sábio então disse ao ignorante:

- Se tivermos paciência, eu vou pegar esses cipós e esses pedaços de paus, e vou conseguir improvisar uma pequena escada, e assim vou alcançar os frutos.

O ignorante zombou do sábio. Apressado, impaciente e sobretudo fazendo jus à sua fama de ignorante, logo disse que o sábio não iria conseguir e que fazer a escada seria uma perda de tempo, pois havia capim o bastante para que comessem. Em seguida colocou-se de quatro e começou a comer o capim em volta. E comeu tanto que já não conseguia comer mais nada.

Pouco tempo depois o sábio terminou sua escada feita de paus e amarras de cipó, subiu na árvore e conseguiu alcançar os frutos. Satisfeito, ainda guardou um pouco para si, para comer quando tivesse fome durante o restante da caminhada. Desfez a escada e colocou os paus e os cipós conforme tinha achado.

Com tanto capim, o ignorante começou a passar mal, teve diarreia, dores de cabeça. cólicas e , vendo que não mais conseguiria acompanhar o sábio na caminhada, pediu-lhe que deixasse algumas frutas para não morrer de fome.

- Morrer de fome? Deixar frutas? - perguntou o sábio - Mas você tem ainda um pasto inteiro para comer! De fome você não vai morrer. Se você quiser algumas frutas, ali estão os paus e os cipós. Faça você mesmo a sua escada e suba na árvore.

Dito isso. seguiu viagem e chegou na cidade. Algum tempo depois um tropeiro que havia viajado pela mesma trilha chegou no mesmo lugar, dizendo que encontrara um homem já moribundo junto a uma macieira. Tentou salvá-lo mas suas últimas palavras foram: "não consigo mais pular para alcançar os frutos e nem aguento mais comer capim".

Bem, fiz essa parábola para exemplificar o meu sentimento em relação aos eleitores brasileiros, especialmente os cariocas, os paulistas e os mineiros.

Ao ver que Dilma Rousseff, Eduardo Suplicy e Lindbergh Farias estão com uma elevada intenção de votos, não me resta mais nada a não ser levar algumas frutas para comer no resto da minha caminhada, e deixar esses eleitores no lugar que lhes é mais adequado: No pasto, com cólica e pulando até morrer pra conseguir alguma coisa...

Continuemos nossa caminhada com os frutos que conquistamos pelo esforço, porque esse povo merece ficar no pasto.

Siga-nos no Twitter!

Mais de Marcelo Rates Quaranta

Comentários

Notícias relacionadas