Moro, corajoso e implacável, detona postura do trio da Segunda Turma

Com a elegância costumeira, sem citar nomes, mas com endereço certo, em despacho em que advogados questionavam a suposta competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar um processo da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro foi implacável e mandou um recado direto para os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, o trio da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que invariavelmente tem fatiado processos que apuram escabrosos esquemas de corrupção.

"A pior forma de lidar com um esquema criminoso comum – e que inclui não só o mesmo modus operandi, mas também a utilização dos mesmos instrumentos de lavagem de dinheiro – é dispersar os casos e as provas por todo o território nacional", afirmou o juiz.
O despacho de juiz foi uma resposta à exceção de incompetência apresentada pelos advogados de Carlos Roberto Martins Barbosa, ex-funcionário da Petrobras investigado pela suposta participação em esquema de corrupção na compra de 50% da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela estatal brasileira.

Para a defesa de Carlos Roberto, o processo não deveria estar em Curitiba, pois os supostos crimes investigados aconteceram na Petrobras do Rio de Janeiro.

Moro rejeitou o pedido de incompetência e explicou que a investigação integra um conjunto de fatos que fazem parte do mesmo esquema criminoso.

"A utilização de similares expedientes de lavagem de dinheiro, com recursos criminosos de origem diversa sendo misturados nas mesmas contas, torna necessária a investigação e processo conjunto, sob pena de dispersão de provas", arrematou o magistrado.

Fonte: G1

da Redação

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