Gilmar Mendes e as mãos sujas de sangue!

Sergio Cortês - ex-secretário de Saúde do Governo Sérgio Cabral - e o empresário Miguel Iskin, em função de provas materiais e delações premiadas, foram novamente presos no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga a rede de corrupção que havia se instalado na Saúde do Rio de Janeiro.

A primeira vez que foram presos, ambos tiveram a liberdade concedida por Gilmar Mendes, através de mais um daqueles suspeitos habeas corpus paternais.

Cortês e Iskin foram os principais articuladores dessa rede de corrupção na Saúde, manipulando licitações, desviando verbas e fazendo com que os hospitais públicos do Rio vivessem um verdadeiro caos sem medicamentos, leitos e equipamentos necessários aos tratamentos dos pacientes.

Enquanto eles roubavam o dinheiro da Saúde, junto com o chefe Sérgio Cabral, milhares de pessoas padeciam em filas enormes nos hospitais, e não conseguiam qualquer tipo de tratamento. Milhares delas morreram por conta disso, o que faz dessa gente não apenas corruptos, mas acima de tudo, homicidas cruéis.

Esses, porém, encontraram na obsequiosidade de Gilmar Mendes o ambiente perfeito para serem mantidos livres e curtindo seus luxos, enquanto os parentes daquelas pessoas que não tiveram a chance de viver choram até hoje.

A "defesa" desses marginais já está dizendo que as novas prisões de Cortês e Iskin são ilegais, pois ambos estão amparados pelo Habeas Corpus de Gilmar.

Mas como assim? Gilmar é uma espécie de "salvo-conduto" para criminosos? A impressão que temos é que Gilmar Mendes, dentro da sua capacidade de ser minimamente honesto e de agir dentro da lógica, não concede habeas corpus e sim "carta de corso" aos seus afetos, o que já sabemos que poderá ocorrer novamente a qualquer instante.

Logo, temos a certeza de que aquelas pessoas que morreram por falta de tratamentos, medicamentos e leitos agora são vítimas "post mortem" de um outro tipo de covardia, que é aquela protagonizada por um Ministro do STF, que a cada canetada suja as mãos com o sangue de inocentes.

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Mais de Marcelo Rates Quaranta

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