Bolsonaro de “extrema-direita” (???). A retórica da mídia internacional...

Cumprindo estratégia ditada por Antonio Gramsci, antigo líder do Partido Comunista Italiano, no sentido de implantar a ideologia comunista em todo o mundo, pacifica e paulatinamente, por meio de métodos “inventados” por ele, mais ou menos na mesma linha da pregação “menchevique”, conquistando num primeiro momento instituições estratégicas, principalmente voltadas à cultura, ao ensino e à religião, sem dúvida o socialismo e suas diversas variantes obtiveram grande êxito nesse desiderato. O “terreno” foi bem preparado.

Além de se infiltrarem nas Nações Unidas-ONU, especialmente no seu “Comitê de Direitos Humanos”, na “União Europeia”, e tantas outras organizações internacionais e nacionais, os “vermelhos” também conseguiram fincar raízes fundas na própria mídia internacional.

O resultado dessa tomada de posição foi o de que boa porção da mídia a da imprensa mundial passou a tratar todos os que divergem do comunismo, do socialismo, do esquerdismo, do marxismo cultural, do gramscismo, da “Escola de Frankfurt”, da social-democracia, e tantos outros, como se eles integrassem o que chamam de EXTREMA-DIREITA. Para essa “gente”, o centro-direita e a direita simplesmente foram riscadas do mapa. Com essa atitude eles conseguiram mutilar até mesmo a “régua ideológica”. O “raio” é que essas “bestas” da mídia internacional simplesmente passaram a enquadrar todos os que não se alinham com a sua “ideologia” como se fossem partidários da “extrema-direita”.

No caso do atentado à faca contra o “Capitão” Jair Bolsonaro, candidato à Presidência do Brasil, ocorrido em 6 de setembro, na cidade de Juiz de Fora (MG), a imprensa mundial deu enorme destaque ao fato, mas sempre destacando com letras “maiúsculas”, até pejorativamente, que a tentativa de assassinato de Bolsonaro teria se dado contra um candidato presidencial de “extrema-direita”.

Essa “acusação” não corresponde à realidade. E não é verdade pelo simples fato do “Capitão” jamais ter passado dos limites morais e jurídicos nas suas propostas de combater a criminalidade e a corrupção, disseminadas no seu país como em nenhuma outra parte do mundo, com a mais vergonhosa inércia e até participação dos poderes constituídos responsáveis por tal situação.

Resumidamente, a mídia mundial não perdoou o fato de Bolsonaro não compartilhar da ideologia de esquerda, quer seja representada pela “extrema -esquerda”, pela “esquerda”, ou “centro-esquerda”. E também de não abraçar o tal “Centro”, constituído pelos indefinidos entre a “esquerda” e a “direita”, e que buscam nas eleições os votos dos dois lados.

Todos esses ficam sempre “em cima do muro” da régua ideológica. Hoje no Brasil eles formam o “Centrão”, apoiando a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin.

Não há como negar, todavia, que o perfil ideológico de Bolsonaro se inclina mais para o lado “direito”, do que para o “esquerdo”. Mas não podemos esquecer que muitos países teoricamente de “direita”, especialmente da Europa, praticam políticas sociais e econômicas que favorecem muito mais a maioria do povo, inclusive os mais humildes, do que em qualquer outro país declaradamente de “esquerda”. Por onde a esquerda passou no mundo só deixou rastro de destruição e nunca trouxe qualquer prosperidade. Nem justiça social.

Numa retrospectiva histórica, os únicos beneficiários do marxismo na antiga União Soviética foram os integrantes da NOMENKLATURA, denominação que se dava à sua classe dirigente, composta pelos altos funcionários do Partido Comunista e outros trabalhadores em cargos técnicos, artistas e outras pessoas “queridas”, todos filiados ao PC, gozando de inúmeros privilégios, inacessíveis ao restante da população. A “Nomenklatura” chegou a ter 750 mil componentes numa população de 300 milhões de pessoas.

A “Nomenklatura” não estaria lembrando muito a situação política do Brasil de hoje? A “Lei Rouanet” (de “incentivo à cultura”?), beneficiando com muito dinheiro artistas já milionários, como Chico Buarque de Holanda, um socialista “caviar”, não estaria porventura reproduzindo a proteção dada aos artistas filiados ao Partido Comunista na União Soviética? A bandalheira política de lá e de cá não seria a mesma coisa?

Seria por tentar combater a criminalidade pelos meios necessários, e as “bandalheiras” políticas que estão por todos os lados, que Bolsonaro teria caído na “desgraça” da imprensa internacional esquerdista, que o trata injustamente como um candidato de “extrema-direita”?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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