Continua tudo igualalau...

Nosso povo tem memória curta. Um mês após as eleições, já esqueceu em quem votou. Quem lembra, não sabe onde ele anda nem se preocupa se ele está ou não fazendo algo pela comunidade.

Pior do que se esquecer de um Vereador ou Deputado é esquecer-se dos diversos escândalos pesados que se sucedem desde o término da ditadura (mais de 100).

Parece que os abutres que ficaram muitos anos sem meter a mão no dinheiro do povo, estão tentando recuperar o tempo perdido.

Os mentores e executores das maracutaias que sangraram nossos cofres nos últimos 12 anos estão por aí se deliciando com nossa acomodação e falta de participação. Se somarmos os valores desviados na última década, deve dar para cobrir em torno de 2 ou 3 anos de gasto com os aposentados usuários do INSS (pensões, tratamentos e remédios).

Não seria preciso termos prisões para punir quem comete delitos graves contra nossa dignidade. Numa sociedade sem hipocrisia, após crime de morte, corta-se um dedo daquele que matou friamente sem necessidade.

No segundo crime, corta-se a mão. Para quem dá uma canetada que desvia verbas que prejudicam milhares de pessoas, resgatar os valores de suas propriedades (e dos familiares que adquiriram bens depois que ele assumiu o cargo que lhe deu "autoridade" para manipular verbas públicas). Na 2a vez (permitiram que ele tivesse uma 2a. chance?), após a ação acima, também cortar a carreira política do incauto. Com este modelo, a quantidade de processos emperrados cairia em 90%.

Portanto, nossas decisões no "julgamento" aqui proposto, não terão valor, pois serão esquecidas dentro de algumas semanas. Só teriam sentido se fossem reunidas para periodicamente, via comunicação de massa (acionada contra Collor quando interessou), sensibilizar e despertar a população anestesiada, que a seguir, regularmente se juntaria em movimento diferente do "viva Ri(c)o" na frente dos palácios das elites exigindo as providências necessárias para terminar com este festival de lama que nos envergonha e nos flagela.

Mas os donos do poder sabem que basta uma novela longa com belas artistas para distrair a plebe que se acomoda em casa após 18 horas.

Para os mais jovens, basta um festival de rock durante 3 dias, regado à droga.

Para ambos, uma série BBBB que permite à emissora de TV angariar alguns milhões pelo telefone após investimento mínimo para montar uma casa e atrair alguns alienados desesperados para representarem quase de graça (bem mais barato que atores consagrados).

Haroldo Barboza

Matemático. Profissional de TI, autor do livro Brinque e Cresça Feliz.

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