Sabe qual é o “lado positivo” do ministro Toffoli assumir a presidência do STF, Ministra Cármen Lúcia?

É inegável, Ministra, que José Antonio Dias Toffoli, - novo presidente dessa corte, - e a senhora são inteiramente opostos. Na maneira de ser e agir. Tal e qual azeite e água, que jamais se misturam.

Ele decide, levado pela vontade incontrolável de impor o seu “supremo poder”. A senhora dá poder à “voz da razão”, - isto é, da “sensatez” - para decidir, sem ser “implacável ao extremo”, como ele, - sabe-se lá porque, - vem sendo.

Basta ver que a senhora não carrega na “bagagem da sua biografia”, o peso da decisão de ter libertado o condenado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. E nem de ter aceitado a desumana e inadmissível condenação de um morador de rua pelo furto de uma “bermuda de dez reais”(!!!) Muito menos de ter tirado da competência do Juiz Sérgio Moro trechos das delações da Odebrecht sobre as deploráveis ações do ex-presidente Lula, e, inclusive, a ação penal contra o ex-Ministro da Fazenda Guido Mantega, acusado de corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro.

Esses atos, altamente contraditórios e negativos, por sinal, não condizem com um representante do STF, que afirma ser constitucionalmente a favor da Lava Jato e considera que “a função da Justiça é moderar e articular os interesses de todos”.

Como tudo, no entanto, tem o “lado positivo”, a “suprema ascensão” de Dias Toffoli também tem o seu.

Com ele no mais alto cargo do Poder Judiciário, a senhora passa a ocupar, agora, o lugar dele no até então repudiado “trio da Segunda Turma”, que julga a maior parte dos casos da Operação Lava Jato.

Sabe o que esse isso representa, ministra? A sua valiosa e imperdível chance de dar resposta às críticas dos seus colegas ministros, enquanto atuou como presidente.

E sabe como? Tomando decisões mais sensatas, - e, portanto, mais justas, - do que aquelas que vêm sendo tomadas por esse “trio”. Decisões, que beneficiem, de fato e de direito, o nosso povo. E, consequentemente, aperfeiçoem a “imagem desse colegiado”. Decisões, enfim, que mereçam aplausos.

Até porque precisamos, urgentemente, moralizar este nosso Brasil, tão carente de cuidados e procedimentos, nada menos do que “justíssimos”.

É o que nós, brasileiros de bem, desejamos ansiosamente que aconteça, a partir do seu “mais recente papel” nessa Corte, ministra Cármen Lúcia.

L. Oliver

Redatora e escritora, com diversos prêmios literários, e autora de projetos de conscientização para o aumento da qualidade das sociedades brasileira e global. Participa do grupo Empresários Associados Brasil, que identifica empresas e profissionais em busca da excelência em produtos e serviços no país e no Exterior. Criou e administra o grupo “Você tem poder para mudar o Brasil e o mundo”, de incentivo à população no combate à corrupção. https://www.facebook.com/groups/1639067269500775/?ref=aymt_homepage_panel

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